(Foto: Felipe Rau/Estadão)

Líderes do Mercosul suspendem a Venezuela do bloco por ruptura da ordem democrática.

Com isso, o país comandado pelo chavista Nicolás Maduro só poderá voltar ao grupo se mudar o regime a partir de eleições livres.

A decisão foi tomada em um encontro da cúpula do bloco em São Paulo.

Representantes de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai foram unânimes para suspender pela segunda vez o país.

A primeira foi jurídica, porque Maduro não implantou os tratados do Mercosul, e agora a medida foi política, como destaca o chanceler argentino Jorge Faurie:

Enquanto o bloco discutia a questão da Venezuela, os integrantes da Assembleia Constituinte do país vizinho resolveram suspender o mandato da Procuradora-Geral da República, Luisa Ortega, uma ex-chavista que se transformou em crítica ao regime.

Nas ruas, os protestos continuam, apesar da forte repressão do regime de Maduro, acusado de matar mais de cem manifestantes.

Opositores são presos ou espancados.

A venezuelana Rosalva Cardona não suportou a violência urbana e a perseguição política e se mudou para o Brasil com o marido.

Ela abandonou um emprego como engenheira elétrica na maior usina hidrelétrica do país vizinho para vender comidas típicas em São Paulo.

Mesmo dizendo que vive melhor hoje, ela se emociona ao falar da terra natal:

O Brasil teve uma relação próxima da Venezuela durante os governos Lula e Dilma.

Presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann defende o governo de Nicolás Maduro e culpa a oposição pelo caos no país:

Outros parlamentares também defendem o regime venezuelano, como é o caso do deputado José Guimarães, do PT:

Duas advogadas brasileiras resolveram processar o presidente venezuelano por crimes contra a humanidade.

Além disso, cobram uma posição mais firme por parte do Brasil em relação aos atos de Nicolás Maduro.

A professora de Direito Internacional Maristela Basso resolveu se juntar à jurista Janaína Pascoal para lutar contra as perseguições políticas e assassinatos de opositores na Venezuela:

Elas vão se juntar ao Chile e a Colômbia no Tribunal Penal Internacional contra Maduro:

Caso ele seja considerado culpado, pode até ser condenado à prisão perpétua.

E ontem, ainda, o líder opositor venezuelano Leopoldo López foi levado de volta para sua sua casa, para cumprir detenção domiciliar.

Lembrando que no dia primeiro de agosto, ele foi tirado da residência, onde cumpria prisão, sob a alegação do governo de que havia risco de fuga.

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário!
Por favor, informe seu nome