Foto:Joel Nogueira/Fotoarena)

A Prefeitura de São Paulo admite que ainda não é possível medir os impactos da criação do Parque do Minhocão, no Elevado Presidente João Goulart – que liga o Centro à Zona Oeste de São Paulo. Ontem, o prefeito Bruno Covas anunciou que vai desativar a via.

A partir do segundo semestre, serão feitas obras de acesso ao espaço do futuro parque. Depois, a gestão municipal promete entregar um trecho de 900 metros entre a Praça Roosevelt e o Largo do Arouche – o restante do elevado vai operar normalmente. Em entrevista à Rádio BandNews FM, o secretário de Urbanismo e Licenciamento, Fernando Chucre, disse que só será possível avaliar os efeitos das obras depois desta fase.

A necessidade de fechar o Minhocão foi prevista pelo Plano Diretor da cidade de 2016, ainda no governo de Fernando Haddad, do PT. Em fevereiro do ano passado, uma lei municipal determinou a desativação do Elevado João Goulart para a circulação de carros e a criação de um parque.

Fernando Chucre admite que a medida é polêmica e que pode ter prós e contras. O secretário de Urbanismo e Licenciamento prometeu, no entanto, que a população será consultada para a sequência das obras.

O vereador Caio Miranda, do PSB, acionou o Ministério Público contra a decisão da Prefeitura de São Paulo de transformar o Minhocão em um parque. O político é autor de um projeto que prevê o desmonte do elevado.

Na avaliação do parlamentar, o ideal seria demolir a estrutura e transformar o canteiro central da parte de baixo em duas pistas para veículos. Ainda de acordo com Caio Miranda, parques não podem ser criados por meio de um projeto apresentado por vereadores.

O vereador Police Netto, do PSD, é um dos autores do texto que prevê a transformação do Minhocão em um parque. Na avaliação dele, não há mais espaço para discutir a demolição da estrutura na Câmara Municipal.

O projeto é discutido desde a década de 1970, quando o tráfego veicular no Elevado João Goulart passou a ser restrito durante a noite. A previsão é de que o Parque do Minhocão fique com 17 mil e 500 metros quadrados até o final de 2020. As obras devem custar 38 milhões de reais aos cofres municipais.

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