Especialistas ouvidos pela BandNews FM afirmam que o apoio de países como a Rússia e a China contribui para fortalecer o ditador Nicolás Maduro e acirrar a crise política na Venezuela. Mesmo com o apoio de boa parte dos países da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa, o líder opositor, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino, enfrenta resistência interna.

O professor de relações internacionais Sidney Leite explica que os resquícios do chavismo ajudam a manter o sucessor de Hugo Chávez no poder.

Em entrevista à rádio Bandeirantes, o professor de relações internacionais Oliver Stuenkel ressalta que, mesmo sem apoio popular, Nicolás Maduro deve permanecer no cargo enquanto tiver apoio militar.

O opositor Juan Guaidó busca apoio externo e interno para pressionar pela saída de Maduro. O professor Oliver Stuenkel ressalta que o cenário exige que países assumam uma posição:

A situação se agravou nos últimos dias após o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil e com a Colômbia, dificultando a chegada de ajuda humanitária. Caminhões com comida e remédios que conseguiram entrar no país foram queimados por apoiadores de Nicolás Maduro. Para o professor de Relações Internacionais Gustavo Segré, proibir a chegada de ajuda humanitária tem efeitos graves na população.

A situação na Venezuela despontou com a crise enfrentada pela petrolífera estatal PDVSA, atrelado ao declínio do modelo chavista, após a eleição de Nicolás Maduro. O professor Sidney Leite ressalta que o governo entrou em uma espiral de erros graves em relação à política econômica nos últimos tempos:

Nesta segunda-feira, o Juan Guaidó participar da reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, para discutir ações diplomáticas contra o atual governo. O grupo reúne 13 países, incluindo o Brasil, que não reconhecem o regime de Nicolás Maduro.

10 COMENTÁRIOS

  1. Europa, praias da Normandia, 06 de junho de 1944. Dia D para os aliados que, a partir dali, dariam início à libertação da França e dos países baixos ocupados pelos exércitos de Adolf Hitler. América do Sul, fronteiras da Venezuela com a Colômbia e o Brasil, 23 de fevereiro de 2019. Dia D para a ajuda humanitária internacional que, ao que se sabe, pretendia levar alimentos e remédios ao povo venezuelano, vítima da combalida economia conduzida por Nicolás Maduro.
    No primeiro caso, na maior operação de logística até hoje vista, milhares de homens de várias nacionalidades, navios, aviões, veículos e equipamentos foram lançados na costa francesa, ao longo de 80 quilômetros de praias. Para o sucesso da invasão foram usadas eficientes estratégias dissimuladoras com vistas a enganar o inimigo. Em Pas de Calais, parte mais estreita do canal, por onde os alemães acreditavam que ocorreria a invasão, chegaram a criar um exército fictício com centenas de veículos e blindados infláveis, a fim de que os mesmos, de forma errônea, fossem vistos das alturas e interpretados pelo serviço de inteligência alemã como um forte aparato militar pronto para a invasão. As forças de defesa alemãs, ante as falsas evidências, foram massivamente concentradas no lugar errado. E a invasão aliada, contrariando toda e qualquer lógica militar, se deu pela parte mais larga do canal, onde os inimigos mantinham frágeis os meios de defesa.
    No caso da Venezuela, além do fator surpresa, faltaram aos idealizadores da empreitada um bem traçado planejamento de logística, veículos e equipamentos capazes colocá-lo em prática. Sendo fronteira seca, essa poderia ter sido cruzada por pontos alternativos ao longo de sua extensão. Concentrar as operações em duas ou três pontes apenas foi um erro de graves consequências.
    Tudo tem seu preço. A bem sucedida invasão da Normandia custou a vida de 20 mil combatentes de ambos os lados. Mas, graças a ela, aquele Dia D marcou o início do fim de uma guerra que, naquela altura dos acontecimentos, já havia matado 50 milhões de pessoas. O fracassado Dia D da ajuda humanitária ao país sul americano matou uns poucos e feriu centenas de civis. Mas, mostrou ao mundo a necessidade de ações mais firmes em prol do povo venezuelano, para que milhares de vidas sejam poupadas e os sonhos sejam reconstruídos.

    • Realmente, também sou contra o Brasil querer se meter com essa situação, até por q não tem mínimas condições de enfrentar as forças armadas venezuelanas, diferentemente se fosse os EUA para reagir à afronta

  2. O picopata dá Band, por quê vcs não chamam os dirigentes dá Rússia e China de ditadores, eles tem faz é petróleo em menos qua tidade que a Venezuela

  3. Exatamente ,Band reconhecidamente perdeu toda credibilidade, faz parte da Fake News já que Boechard morreu de terrível acidente deveriam ter medo de ter on mesmo fim, pois de Jornalistas e Comunistas o Inferno tá lotado! Digam que Cuba,Rússia e China e Iran, Grandes Ditaduras apoiam o Ditador ,candidato Hitler Latrina…
    Outra coisa q está Band não faz ,nem as Grandes Fake News, falar verdade sobre 300 mil soldados Cubanos e Rússos invadiram Venezuela, que PVdsa deles p causa do Chavismo e corrupção já não tem Petróleo??
    Por que seus Jornalistas Comunistas de Rolex não vao lá tomar tiro na cara dos Milicianos que andam de fuzil Russo, vendendo até Ogivas Nucleares nas ruas de Venezuela ?

    • Os principais e mais eficientes milicianos não estão lá, na Venezuela, mas aqui, no Brasil, mais especificamente no estado do Rio de Janeiro.
      É só convoca-la, inclusive já levando o comandante maior dela, bastando para isso pedir autorização à Corte alta do Congresso.

      • Isso é verdade, os morros e favelas do Rio de Janeiro estão tomados por milicianos, nisto, se o exército brasileiro não consegue conter esses vagabundos na periferia do Rio, quanto mais combater o poderoso exército venezuelano.

  4. A Venezuela tem um tipo de apoio que a torna um grande problema na América Latina, o armamento bélico fornecido pela Rússia, as baterias antiaéreas S300 representam uma ameaça aos países circunvizinhos. Outra situação perigosa, os caças bombardeiros venezuelanos são de fabricação russa, alta tecnologia

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