(Foto: Reprodução)

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo alerta o governo e as prefeituras para a possibilidade de uma Convulsão Social causada pelo desemprego e abandono de parte da sociedade em meio à pandemia de coronavírus.

A mobilização começou após um pedido da Igreja Católica no Estado que encaminhou ao Ministério Público uma recomendação feita à prefeitura da capital paulista para que sejam abertas no mínimo oito mil vagas de acolhimento para pessoas em situação de rua.

O padre Júlio Lancellotti, monsenhor da Igreja São Miguel Arcanjo, na Mooca, sugere a utilização de hotéis ociosos para abrigar a população vulnerável.

 

A Igreja tem distribuído pelo menos três mil refeições por dia e aponta que o número de pessoas vulneráveis está aumentando.

 

O Censo mais recente, publicado em dezembro do ano passado, aponta que a capital paulista tinha vinte e quatro mil e trezentas pessoas em situação permanente de rua.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, afirma que o termo “convulsão social” está relacionado à desatenção em relação ao aumento no número de pessoas com necessidades básicas.

 

No início deste mês, a prefeitura de São Paulo publicou um edital em Diário Oficial para que a rede hoteleira da cidade possa se cadastrar, para alugar ao município, quartos ociosos que possam abrigar pessoas em situação de rua.

O edital prevê apenas cem vagas para homens e mulheres com idades acima de 60 anos, que integrem o principal grupo de risco para pacientes com coronavírus.

Outras quinhentas vagas já estão ocupadas em abrigos públicos. A Igreja Católica estima que sejam necessárias hoje quinze vezes mais vagas na cidade.

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