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20/06/2012 07:45

Juiz que prendeu Cachoeira diz ter recebido ameaças

O juiz que mandou prender o bicheiro Carlinhos Cachoeira afirma que tem sido ameaçado de morte desde fevereiro, antes da Operação Monte Carlo.

Paulo Augusto Moreira Lima pediu afastamento do caso e anunciou que vai deixar o país com a família.

O juiz citou que a família dele foi procurada por Policiais Militares interessados em informações sobre o trabalho da Polícia Federal.

E informou que há notícias de crimes de homicídio provavelmente praticados a mando dos réus do processo.

Segundo a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, Paulo Augusto Moreira Lima relatou uma série de preocupações:

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O presidente do Conselho Nacional de Justiça, Carlos Ayres Britto, classificou como graves as denúncias do juiz:

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Ontem o presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, desembargador Mário César Ribeiro, designou um novo magistrado para o processo, o juiz federal, Alderico Rocha Santos, o terceiro chamado para acompanhar as investigações.

Depois do afastamento de Paulo Augusto Moreira Lima, o substituto, Leão Aparecido Alves, não assumiu por razões de foro íntimo.

A Polícia Federal identificou ligações do celular dele para um integrante da quadrilha de Carlinhos Cachoeira.

O magistrado diz que foi sua mulher, suspeita de ter vazado informações sobre a Operação Monte Carlo, quem efetuou as chamadas.

Nesta terça-feira, a Associação Nacional dos Procuradores da República também informou que uma das responsáveis pelo caso também foi ameaçada.

Léa Batista teria recebido um e-mail anônimo de um suposto investigado em tom nitidamente ressentido, mas a entidade não revelou o nome do autor da intimidação.

A CPI que investiga o envolvimento de políticos com Carlinhos Cachoeira não tem reunião programada para esta semana.

No entanto, o presidente da comissão deve explicações.

A mãe do senador Vital do Rego, deputada Nilda Goldim, teria recebido R$ 50 mil da Delta Construtora como doação de campanha, mas ele nega:

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A Delta está no centro das investigações de irregularidades nos negócios de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados.