08/08/2012 18:33
Defesa de executiva do Banco Rural nega conhecer esquema
Na terceira contestação desta quarta-feira no julgamento do mensalão, no STF (Supremo Tribunal Federal), o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira afirmou que sua cliente, a executiva do Banco Rural Ayanna Tenório, "participou de uma reunião do comitê e que, por ignorância, acompanhou outros membros em favor de empréstimos".
Ayanna Tenório responde por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, no processo em curso no STF. Segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a executiva integrava o núcleo financeiro do esquema e, junto com Vinícius Samarane, José Roberto Salgado e Kátia Rabello, todos ex-dirigentes do Banco Rural, praticou crimes para ocultar as fraudes consumadas na concessão e renovação dos empréstimos, além de lavagem do dinheiro obtido com os crimes praticados contra o sistema financeiro nacional.
Outras defesas
Maurício de Oliveira Campos Júnior, defensor do ex-diretor do Banco Rural Vinícius Samarane, é o segundo advogado a contestar as acusações do Ministério Público no quinto dia de julgamento do mensalão, no STF (Supremo Tribunal Federal).
Samarane responde pelos crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.
Já a defesa do ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado afirma que ele não teve participação nos empréstimos às empresas de Marcos Valério e nem ao PT.
Salgado é acusado de participar do chamado núcleo financeiro do mensalão, viabilizando empréstimos fraudulentos para esconder a origem e o destino ilícito do dinheiro. Salgado responde pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas.
Próximas defesas
O presidente do STF, ministro Ayres Britto, anunciou intervalo de 30 minutos. Em seguida será ouvido o advogado do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) e, por fim, o do ex-ministro de Comunicação Luiz Gushiken.
Cronologia
No primeiro dia do julgamento os ministros analisaram uma questão de ordem trazida por três advogados. Eles questionavam o fato de todos os réus estarem sendo julgados pelo STF quando apenas três deles possuem foro privilegiado os deputados federais Pedro Henry (PP-MT), João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Nove dos 11 ministros presentes no julgamento votaram contra o desmembramento do processo.
Por causa da análise da questão de ordem, o julgamento ficou um dia atrasado e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que faria a acusação no primeiro dia do julgamento, precisou fazer no segundo. Gurgel pediu a condenação de 36 dos 38 réus do mensalão.
No terceiro dia do julgamento foram feitas as defesas de José Dirceu de Oliveira e Silva, José Genoíno Neto, Delúbio Soares de Castro, Marcos Valério Fernandes de Souza e Ramon Hollerbach Cardoso.
Arnaldo Malheiros Filho, que defende Delúbio, e Marcelo Leonardo, defensor de Marcos Valério,admitiram a existência de caixa dois para beneficiar a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, pelo PT.
No quarto dia de trabalho dos ministros, foram ouvidas as defesas de Cristiano Mello Paz, empresário e sócio de Marcos Valério de Souza, Rogério Lanza Tolentino, advogado ligado a Marcos Valério, Simone Reis Lobo de Vasconcelos, ex-diretora financeira da empresa de publicidade SMPB, Geiza Dias dos Santos, ex-gerente financeira da SMPB, e Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural.
Da Redação do Portal da Band