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22/09/2016 10:19

Ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma, Guido Mantega, é preso na 34ª fase da Lava Jato

A Polícia Federal investiga contratos para a construção de plataformas de petróleo usadas na exploração do pré-sal.

Mantega foi procurado pela manhã no apartamento em mora, na zona oeste da cidade, mas não estava em casa.

Ele foi preso, depois, no hospital Albert Einstein, na zona sul da cidade, onde tinha ido acompanhar uma cirurgia da mulher.

O ex-ministro teria, segundo a PF, negociado com grandes empresas o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partidos políticos aliados do governo.

Um desses repasses teria sido revelado em 2012 pelo empresário Eike Batista ao Ministério Público Federal.

Ele declarou, em depoimento, que firmou, a pedido de Mantega, contrato ideologicamente falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na Operação Lava Jato por lavagem de dinheiro.

Guido Mantega foi o ministro que mais tempo ficou, até hoje, à frente da Fazenda: foram 8 anos e quase 8 meses.

Quando assumiu o cargo, em março de 2006, ele era presidente do BNDES.

Mantega substituiu Antonio Palocci, demitido pelo então presidente Lula após o escândalo da quebra ilegal de sigilo do caseiro Francenildo Santos, testemunha em acusações de corrupção contra o ministro.

Além do abalo na imagem do governo, Guido Mantega enfrentaria ainda na sequência a crise financeira global de 2008, desencadeada pela economia americana.

Ele anunciou medidas de apoio a instituições financeiras do Brasil, mas não garantiu que o país sairia ileso:

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Ao longo de 2009, período mais turbulento da crise imobiliária dos Estados Unidos, o PIB do país caiu 0,2 por cento.

O combustível escolhido por Guido Mantega para puxar a economia foi o consumo.

Com a redução dos juros e o pedido para que os bancos públicos oferecessem mais financiamentos, a economia foi se recuperando.

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Com a ascensão da nova classe média e impulsionado pelo crédito, o PIB teve um avanço de SETE e meio por cento em 2010 na comparação com o ano anterior.

O bom momento permitia a redução da taxa básica de juros, que chegou à mínima histórica de 7,25% por ano, já durante durante o governo de Dilma Rousseff.

Mas os rumos começaram a mudar.

Com poucos investimentos, a indústria brasileira não conseguia produzir para atender à demanda provocada pelo maior volume de crédito e a inflação começou a preocupar.

Nos anos seguintes, o ministro continuou anunciando estímulos para vários setores da economia, mas as medidas já não tinham o mesmo efeito e começavam a prejudicar as contas da União.

Para manter o superávit primário, o governo usou o que muitos economistas chamavam de "contabilidade criativa".

Apesar dos problemas, Guido Mantega defendia a política fiscal.

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Em novembro de 2014, quando foi reeleita para a presidência da República, Dilma Rousseff anunciou que Mantega deixaria o cargo de ministro da Fazenda.

Joaquim Levy foi nomeado em seu lugar.

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