Tribunal Superior Eleitoral retoma o julgamento da ação que pede a cassação da chapa montada pela ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer. Originalmente, a sessão estava marcada para começar no dia 4 de abril.

Na ocasião, os sete ministros do TSE começariam a avaliar as quatro ações do PSDB que pedem a invalidação da candidatura dos vencedores nas eleições de 2014, por abuso de poder político e econômico. Mas a audiência não durou nem duas horas e foi adiada porque o TSE decidiu ouvir novas testemunhas.

Além do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, também foi incluído o depoimento do casal de marqueteiros do PT, João Santana e Mônica Moura, e o funcionário deles André Santana.

Na época, o pedido para que novas testemunhas fossem anexadas ao processo fez a temperatura da sessão subir. O relator do caso, ministro Herman Benjamin, discutiu a questão com a ministra Luciana Lóssio, acusando o tribunal de querer atrasar o andamento do caso:

Apesar do discurso, o próprio relator foi favorável a atender um pedido da defesa de Dilma, que queria mais cinco dias para entregar as alegações finais. Herman Benjamin, no entanto, quis dar apenas três dias de prazo. Só que a maioria dos ministros entendeu que o intervalo deveria ser de mais cinco dias.

Um dos votos foi o do então ministro Henrique Neves, cujo mandato acabou ainda em abril:

Além de Henrique Neves, a ministra Luciana Lóssio, que fazia parte do TSE no começo do julgamento, também não participa da análise do caso porque o seu mandato terminou. Os dois foram substituídos por Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira.

A discussão do processo no plenário da Corte eleitoral é realizada dois anos e sete meses depois da vitória de Dilma e Temer nas urnas. A chapa é acusada de abuso econômico na eleição de 2014 por ter usado dinheiro de propina investigada pela Operação Lava Jato.

Segundo a Procuradoria-Geral Eleitoral, a campanha recebeu pelo menos R$112 milhões em recursos irregulares. Se houver condenação ao final do julgamento, Michel Temer pode ser afastado da Presidência e Dilma Rousseff pode ficar inelegível por oito anos.

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