Seis meses após o massacre no Complexo Penitenciário Anysio Jobim, no Amazonas, rebelião que deu início a crise no sistema penitenciário do país, presos continuam foragidos, as unidades seguem superlotadas e a estrutura das cadeias não mudou.

No dia 1º de janeiro de 2017, pelo menos 64 detentos foram mortos e 225 escaparam do Compaj de Manaus, ataque motivado por uma disputa entre o PCC e facções rivais.

Até hoje, 87 internos continuam nas ruas.

Em entrevista à BandNews FM, o Delegado-Geral Adjunto da Polícia Civil do Amazonas Ivo Martins admitiu que os responsáveis pelo massacre ainda são desconhecidos. 17 detentos acusados de ordenar execuções foram transferidos, mas poucas mudanças estruturais foram feitas no Compaj.

 

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos do Amazonas Epitácio Almeida entregou um relatório ao Conselho Nacional de Justiça, no mês passado, relatando que a unidade amazonense ainda tem duas vezes mais detentos do que pode abrigar.

Após a rebelião em Manaus, motins se repetiram em outras cadeias brasileiras, exemplo dos casos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, a maior de Roraima, e no Presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte.

Somente nesses três massacres o número de presos mortos passou de 120.

Familiares dos detentos relataram à BandNews FM que a ordem para separar os internos por facções foi cumprida apenas em parte.

Em muitas alas, que seguem superlotadas, presos de grupos rivais continuam juntos.

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