Os cidadãos da Coreia do Norte não só NÃO têm acesso à internet como são punidos caso sejam flagrados tentando navegar na rede.

Toda a informação é difundida por meio de uma espécie de intranet, de conteúdo totalmente controlado pelo governo, além de canais oficiais de tv e rádio.

Em entrevista à BandNews FM, o diplomata Roberto Colin, que foi embaixador do Brasil na Coreia do Norte entre 2012 e 2016, afirma que o maior inimigo do regime é a informação.

Segundo ele, a imagem que a população local tem de Kin Jong Un é de um incontestável e benevolente líder que impõe respeito internacionalmente.

Morador de Pyongyang por 4 anos, o hoje embaixador do Brasil na Estônia conta que a vida na capital norte-coreana não corresponde à realidade do restante do país, que sofre com a pobreza extrema.

Roberto Colin conta que apenas a elite, ou 10% da população, vive na moderna cidade enquanto a maioria absoluta dos cidadãos, no interior do país, possui acesso restrito à energia elétrica e, em algumas localidades, utiliza até mesmo carros de boi para se locomover.

Segundo o embaixador, é difícil afirmar se a nação tem, de fato, uma bomba real de hidrogênio.

Diz ainda que o ditador, embora jovem e impulsivo, sabe que um ataque aos Estados Unidos ou ao Japão resultaria em ‘suicídio’.

Ele afirma que os testes servem como propaganda para fortalecer a imagem do líder dentro do país e também como pressão para eventuais futuras negociações comerciais internacionais.

As relações do Brasil com a Coreia do Norte estão absolutamente estagnadas desde os primeiros testes nucleares realizados por Pyongyang, quando o embaixador brasileiro foi chamado de volta e não foi mais substituído – apenas um diplomata mantém o posto.

Ouça a integra da entrevista:

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