Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

A defesa de Lula declara que Antônio Palocci não tem provas para acusar o ex-presidente de participação em um esquema de corrupção com a construtora Odebrecht.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o ex-ministro citou um ‘pacto de sangue’ firmado entre o petista e o patriarca da empreiteira, Emílio Odebrecht.

O acordo teria sido selado nos últimos dias do segundo mandato do petista, pois a construtora temia perder espaço no governo Dilma Rousseff.

Palocci não teria participado do encontro, mas o ex-presidente o informou sobre um pacote de propinas ofertado pelo empresário.

Nele estariam um terreno que serviria de sede para o Instituto Lula, o sítio em Atibaia e mais 300 milhões de reais.

O ex-ministro diz ter sido contra a operação, capitaneada pelo pecuarista José Carlos Bumlai e o advogado Roberto Teixeira.

Segundo ele, Dilma Rousseff sabia de tudo e deu continuidade às negociações. O dinheiro era desviado de contratos com empresas públicas, como a Petrobrás.

Antônio Palocci narrou uma conversa em que o ex-presidente teria sugerido que a doação da Odebrecht fosse revestida de legalidade.

Em outro trecho, o ex-ministro destaca que Marcelo Odebrecht pagou 4 milhões de reais para custear despesas a pedido de Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula.

No depoimento de quase duas horas, Palocci também afirmou que ele e Lula chegaram a discutir formas de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

Tanto a defesa de Lula quanto a de Dilma Rousseff classificaram as acusações do petista como falsas. Segundo o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, as falas de Palocci tem o único objetivo de conquistar benefícios da Justiça.

O depoimento contundente do ex-ministro preocupa, porém, integrantes da cúpula do PT. Mas o líder do partido na Câmara, Carlos Zarattini, ainda acredita que a candidatura de Lula em 2018 para a Presidência resistirá.

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