O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede a prisão do empresário Joesley Batista.

O requerimento, que está sob sigilo, foi encaminhado ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, e a decisão pode sair a qualquer momento.

Janot também pediu a prisão do executivo da JBS Ricardo Saud e do ex-procurador da República Marcello Miller.

Joesley e Saud aparecem numa conversa gravada falando da possibilidade de interferência de Miller.

A ideia seria usá-lo como intermediário para chegar ao procurador-geral da República:

O acordo que depois seria fechado pela Procuradoria com a JBS ainda estava sendo negociado quando a conversa foi gravada, no dia 17 de março:

Marcelo Miller depôs a procuradores da República no Rio de Janeiro por 10 horas.

Ele nega ter cometido crime ou ato de improbidade administrativa e ainda garantiu que nunca atuou como intermediário da JBS.

Na saída, o advogado dele, André Perecmanes, questionou o pedido de Janot:

Joesley Batista, Ricardo Saud e o advogado da JBS, Francisco de Assis, foram ouvidos por mais de 10 horas na sede da Procuradoria-Geral.

O dono da empresa definiu o áudio como uma “conversa de bêbado”.

Joesley negou ter recebido orientações do ex-procurador para negociar um acordo de delação premiada ou para gravar a conversa com o presidente Michel Temer.

Ele ainda alegou ter mentido sobre Janot e ministros do Supremo na gravação.

Para Rodrigo Janot, o áudio indica que os três delatores teriam omitido informações sobre crimes.

Por isso, o procurador também pediu a anulação dos benefícios: o acordo previa, por exemplo, o perdão dos crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

Qualquer alteração nos termos da delação também depende da autorização do relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin.

Foto: Dida Sampaio/Estadão

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