A saída temporária de presos no estado de São Paulo seria efetivamente monitorada, se a Justiça não soltasse todos de uma só vez.

A avaliação é do consultor e ex-secretário nacional de Segurança Pública Vicente da Silva Filho.

Ele explica que os presos em fase de progressão têm direito legal de sair da cadeia para visitar as famílias cinco vezes por ano.

No entanto, há um detalhe relevante que mostra a irracionalidade, nas palavras dele, nesse tipo de medida:

Esta será a primeira vez desde 2010 que todos os presos com o benefício no estado vão sair para as festas de fim de ano SEM tornozeleira eletrônica.

Isso porque a Secretaria de Administração Penitenciária rescindiu contrato com a empresa que fornecia os equipamentos.

Durante o indulto, o preso precisa declarar o local onde vai ficar, mas com contingente tão grande, de 30 mil soltos em São Paulo, é praticamente impossível a polícia patrulhar esses locais, segundo Vicente da Silva Filho.

Por isso, o consultor em segurança acredita que uma liberação gradual permitiria um controle mais efetivo das saídas temporárias, inclusive com o equipamento:

Além disso, a liberação gradual permitiria uma divisão mais justa:

Cerca de cinco por cento dos detentos soltos na saída temporária não costumam retornar para a prisão.

Trinta mil detentos vão deixar a prisão na próxima quinta-feira e devem voltar até 4 de janeiro.

Procurada pela reportagem da BandNews FM, a Secretaria de Administração Penitenciária não respondeu ao pedido de entrevista sobre o contrato com a empresa fornecedora de tornozeleiras.

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário!
Por favor, informe seu nome