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Comerciantes têm prejuízos com o fechamento de parques por causa da febre amarela

O Governo de São Paulo decidiu reabrir esses locais, mesmo após o aumento dos casos de febre amarela. Horto Florestal, Cantareira e Ecológico do Tietê estavam interditados desde 21 de outubro, quando os primeiros macacos mortos com o tipo silvestre da doença foram encontrados. Outras 24 áreas verdes municipais permanecem com  as atividades suspensas.

Depois de quase três meses do fechamento do Parque Ecológico do Tietê, agora o aposentado Luis Antônio da Silva já faz planos para voltar a frequentar a área verde. Mas desta vez, o Luís vai ter que tomar a dose da vacina contra a febre amarela, se quiser praticar a corrida dele com mais tranquilidade.

Os três parques – Horto Florestal, Cantareira e Ecológico do Tietê – estão reabertos desde a manhã de quarta-feira. Cada local ganhou uma faixa com a orientação de que é preciso tomar a dose, com no mínimo 10 dias antes de ir a esses espaços. A Secretaria Estadual da Saúde calcula que mais de UM milhão de pessoas foram vacinadas nessas regiões.

O secretário estadual do Meio Ambiente Mauricio Brusadin explica que não haverá controle do público, mas que conta com a conscientização das pessoas.  Mesmo no período em que o parque ficou fechado, diversos grupos que praticam atividades físicas continuaram frequentando, por exemplo, a região do Horto.

O dono de um bar, em frente ao parque do Horto Florestal, teve prejuízos no período em que a área verde ficou fechada. José Sival precisou dispensar toda a equipe, que trabalhava com ele. Já o comerciante Antônio Medeiros ainda calculava as perdas dos últimos meses, quando a reportagem conversou com ele.

O dono de uma banca de jornal, ao lado do Horto, José Antunes afirma que apesar da retomada das atividades do parque, a preocupação com a febre amarela continua. A campanha da dose fracionada da vacina de febre amarela será realizada a partir do dia 3 de fevereiro, em 53 municípios do estado de São Paulo, incluindo a Capital Paulista.