Foto: Alan Marques/ Folhapress

Torquato Jardim, Ministro da Justiça e Segurança Pública, disse não acreditar na fuga de criminosos do Rio de Janeiro para outros estados como São Paulo, Minas Gerais ou Espírito Santo.

Em entrevista à rádio BandNews FM, o ministro afirmou que a migração de bandidos não aconteceu em outros episódios em que o policiamento foi reforçado no Rio, como a ECO-92, a Copa do Mundo e a Olimpíada.

Hoje, o ministro se reuniu com os secretários de segurança desses três estados para definir um plano de controle de divisas após a intervenção federal no Rio.

Torquato Jardim afirma que uma ação integrada foi formada nesses locais para promover uma cooperação política, financeira e operacional.

Para o ministro, a troca de informações entre as inteligências dos estados, do Exército, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal é fundamental para apresentar resultados eficazes.

Ele falou ainda sobre a criação do Ministério da Segurança Pública que deve sair do papel nas próximas semanas.

De acordo com Torquato Jardim, a nova pasta vai ajudar a desafogar tarefas atuais do ministério da Justiça.

O ministro da Justiça reconheceu que outros estados brasileiros têm taxas de criminalidade maiores que o Rio de Janeiro.

Mas justificou o porquê de o estado fluminense recebe a intervenção federal, apesar de ocupar o 23º lugar num ranking de estados com maior índice de violência a cada cem mil habitantes: “Outros governadores não pediram esse tipo de assistência, além disso, o Rio de Janeiro é o primeiro cartão postal do Brasil. O que acontece no Rio tem uma reverberação muito mais forte”.

O plano de controle de divisas, definido no encontro com secretários estaduais da Segurança Pública do Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais, inclui abordagens de veículos e pessoas em atitude suspeita nas rodovias federais.

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