Mamão e manga estão em falta nos boxes da Ceagesp, principal centro comercial de frutas, legumes e verduras da América Latina, localizado na zona oeste de São Paulo. Hoje, vendedores e carregadores estão sem conseguir trabalhar direito, com muitas caixas vazias. “Já estamos parados, porque não tem o que vender”, diz um vendedor. “Só os feirantes e os supermercados da capital que estão vindo aqui, porque, no caso das estradas, ninguém chega e nem sai”, comenta um carregador.

Como muitos compradores nem estão indo à Ceagesp porque sabem que não vão conseguir transportar os produtos para outros Estados, alguns itens são vendidos com desconto. “O cliente está com medo de carregar. Aí não tem jeito, dá uma queda. Uma fruta comum, que seria vendida a R$ 12, por causa da falta de clientela vai a R$ 8”, relata um vendedor de caixas de uvas. “O que era R$ 25 baixou para R$ 22; se ficar para amanhã, vai para R$ 20”, conta um comerciante de abacates.

O advogado do Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo, Rafael Cajueiro, diz que, por enquanto, os trabalhadores da Ceagesp não vão cruzar os braços. Segundo Rafael Cajueiro, uma decisão mais “enérgica” pode ser tomada amanhã, caso a paralisação dos caminhoneiros continue. Mesmo que o movimento termine, ele estima que serão necessários pelo menos mais sete dias para normalizar o abastecimento.

Boxes da Ceagesp têm poucos clientes (Foto: Aiana Freitas)

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