Cercado por assessores e um time de 20 secretários, que chamou de seleção, João Dória tomou posse na Assembleia Legislativa de São Paulo. Mas, a cerimônia do novo governador não teve a presença do padrinho político e presidente do partido Geraldo Alckmin. Os dois tiveram disputas internas durante toda a eleição. O mal-estar entre eles piorou depois que Dória declarou apoio ao então candidato Jair Bolsonaro ainda no 1º turno.

No discurso de quase 30 minutos, João Doria fez apenas uma menção breve a Alckmin, ao dizer que, ao promover mudanças no PSDB, não desrespeitaria a história construída pelo ex-governador e outros tucanos históricos, como os também ex-governadores Mário Covas, José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A ausência de Geraldo Alckmin foi minimizada pelo vice-governador Rodrigo Garcia. Em tom crítico, o governador João Dória, que não gosta de ser intitulado como político, mas gestor, disse que é preciso ouvir o recado das urnas.

O politico fez questão de uma posse mais enxuta, porque acompanhou a posse presidencial, em Brasília. Durante o discurso, ele fez acenos a Jair Bolsonaro, a quem prometeu apoio nas reformas.

Nesta terça-feira, João Dória deu posse aos 20 secretários, mas Gilberto Kassab foi o único que não compareceu. O ex-ministro deve assumir a Casa Civil, mas não vai sentar na cadeira porque irá se licenciar do cargo para se dedicar à sua defesa.

Kassab é suspeito de ter recebido pagamentos irregulares da JBS entre 2010 e 2016. Ele nega irregularidades.

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