Consumidores que compraram passagens para voar por rotas canceladas pela Avianca estão à espera do contato da empresa. Em novembro do ano passado, o operador de câmera Danilo Landolpho adquiriu bilhetes para viajar para Nova York com a mulher no dia do registro do casamento dos dois no civil, 16 de abril deste ano.

“Dois dias depois da compra, a Avianca entrou com o pedido de recuperação judicial. Eu entrei em contato com a empresa, mas disseram que tudo estava normal e que o pior já tinha passado”, lembra.

Mas, na semana passada, a companhia anuciou que,  partir de 31 de março, deixará de operar voos de Guarulhos, na Grande São Paulo, para Nova York e Miami, nos Estados Unidos, e para Santiago, no Chile.

A companhia informou que vai fazer o reembolso ou reacomodar os clientes em voos de outras empresas. Como isso ainda não foi feito, Landolpho preferiu comprar passagens novas com parte do dinheiro que tinha guardado para gastar na viagem.

O advogado especializado em direitos do consumidor Sérgio Tannuri destaca a necessidade de a empresa ser mais clara na comunicação com os clientes. Ele sugere que todo o contato com a companhia seja formalizado por escrito pelo consumidor.

A Avianca já devolveu dois aviões para empresas arrendadoras com as quais tem dívidas. Na semana passada, conseguiu reverter na Justiça uma decisão da Agência Nacional de Aviação Civil que determinava a devolução de outras dez aeronaves.

Ouça a reportagem completa:

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário!
Por favor, informe seu nome