Pessoas atiram pedras em membros da guarda nacional venezuelana, na fronteira, visto de Pacaraima, Brasil 24 de fevereiro de 2019. REUTERS / Ricardo Moraes

Quatro dias após o fechamento da fronteira do Brasil com a Venezuela, os moradores de Pacaraima, cidade mais próxima do país vizinho, em Roraima, relatam o clima de medo após os conflitos. A segunda-feira não teve registros de ocorrências, segundo o exército brasileiro. Apesar disso, o comerciante, Eudson Gaúcho, afirma que pessoas deixam o município com medo de novos confrontos.

Ainda de acordo com ele, as vendas do estabelecimento caíram desde o fechamento da fronteira na última sexta-feira. O estudante de direito Josivan Junior, que mora em Boa Vista, diz que os moradores temem uma possível guerra. Ao todo, 10 militares desertaram do exército venezuelano na fronteira do Brasil até agora.

O Porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, ACNUR, Luiz Fernando Godinho, afirma que imigrantes venezuelanos ainda continuam a entrar no país. Ele explica que ao utilizar rotas alternativas, os refugiados correm riscos.

A medida do presidente Nicolás Maduro em fechar a fronteira também impactou na saúde de Roraima. Nesta segunda-feira foi decretado estado de calamidade na saúde pública no Diário Oficial do estado.

A decisão ocorre após o hospital geral de Roraima (HGR) ficar superlotado com a chegada das mais de 20 vítimas dos confrontos do lado venezuelano da fronteira. Agora, medicamentos e insumos poderão ser comprados de forma emergencial para os hospitais da capital Boa Vista e Pacaraima. Ao todo, 25 pessoas morreram e 80 foram feridas.

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