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Jair Bolsonaro retorna ao Brasil nesta quarta-feira após viagem aos Estados Unidos

Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Jair Bolsonaro retorna ao Brasil nesta quarta-feira após viagem aos Estados Unidos. Os últimos compromissos do presidente foram um encontro com líderes religiosos e depois um jantar com a comitiva brasileira e 15 americanos. O ponto alto da viagem aos Estados Unidos foi o encontro com Donald Trump.

Bolsonaro foi recebido na porta da Casa Branca pelo anfitrião. No salão oval, uma rápida troca de presentes: Jair Bolsonaro ganhou uma camisa da seleção americana com o número 19. Em troca, Trump recebeu a camisa 10 de Pelé. Os dois fizeram uma reunião privada por cerca de 40 minutos.

Donald Trump disse que apoia os esforços dos brasileiros para entrar na OCDE, organização formada por nações ricas para cooperação e discussão de políticas públicas e econômicas. Em contrapartida, os Estados Unidos querem o Brasil fora do grupo que recebe tratamento especial da Organização Mundial do Comércio. Lá, os dois governos travam disputas, principalmente no agronegócio.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores disse que Bolsonaro vai cumprir o acordado com Trump sobre a OMC.Após o encontro, ficou clara a prioridade de Washington: o restabelecimento da democracia na Venezuela.

O presidente americano não descartou uma intervenção militar no país:

Bolsonaro afirmou que não pode informar se o Brasil ajudaria no caso do uso das forças armadas, por razões estratégicas. Mas disse que, num primeiro momento, pretende garantir a diplomacia em relação à Venezuela:

Trump defendeu a entrada do Brasil na Otan como um aliado fora do bloco. A Organização do Tratado do Atlântico Norte é uma das entidades mais fortes do mundo em assuntos militares. O líder americano chegou a dizer que o país poderia ganhar o status de membro permanente:

Os dois presidentes também discutiram acordos na área da segurança. Um dos focos é o combate ao narcotráfico:

O filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, participou da reunião no salão oval como uma espécie de chanceler informal:

Numa nova entrevista perto da Casa Branca, Bolsonaro recuou sobre a afirmação em relação aos imigrantes:

No geral, os seis ministros da comitiva brasileira comemoraram a visita. Foram fechados acordos para o uso comercial da base de Alcântara, no Maranhão, o fim da obrigatoriedade de vistos para americanos que viajarem ao Brasil, e acertos para cooperação nas fronteiras.

Foram abertas ainda as conversas para o fim de salvaguardas a produtos em que o Brasil compete com os Estados Unidos como carne, trigo e soja. O ministro da Economia chegou a dizer a assessores que depois da viagem os investidores voltarão com força ao país.