Bauru, Araraquara, São José do Rio Preto, Andradina e Barretos são as cinco cidades paulistas com maiores registros de casos de dengue, segundo a secretaria estadual da Saúde. Trinta e uma mortes foram confirmadas de janeiro até agora em decorrência da doença.

O incômodo vivido pela Laura, moradora do Itaim paulista, na zona leste de São Paulo também é sofrido, principalmente em cidades do noroeste paulista.  De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pacientes com dengue cresceu 2.000% no estado de São Paulo neste início de ano, na comparação com os primeiros meses de 2018.

Bauru é o município com o maior registro de casos: 7 mil 511 e 12 mortes somente em 2019. Araraquara aparece em segundo lugar. Segundo a secretária municipal de saúde, houve 4771 casos e 5 óbitos, um aumento muito expressivo, alerta Eliana Honain.

Para garantir assistência à população: foram abertos polos de atendimento, o horário de funcionamento das unidades básicas de saúde foi estendido e adotadas ações de limpeza de criadouros de foco de mosquito e de nebulização. O fumacê tb está sendo aplicado em São José do Rio Preto, a terceira cidade paulista com mais registros da doença: já são três mil 790 casos confirmados e quatro mortes.

O assessor especial da Secretaria de Saúde André Luciano Baitello anuncia que o número pode ser muito maior, já que há mais de 4 mil casos em investigação. Por lá, houve ampliação do horário de trabalho dos agentes de saúde, que passaram a visitar as casas aos sábados para orientar a população sobre medidas para evitar focos do aedes aegypti. Além de ações em escolas, clubes e igrejas de conscientização para evitar o acumulo de agua parada.

Para o infectologista Edimilson Migowski, a nova alta no número de paciente com doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti é fruto de uma série de fatores, incluindo o crescimento urbano desordenado, a falta de conscientização da população e o baixo investimento do Estado em prevenção e combate. 80% dos criadouros estão localizados nas residências, por isso, cada pessoa deve fazer sua parte e evitar deixar água parada.

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