Foto: Mike Hutchings/Reuters

As Forças Armadas de Moçambique e organizações internacionais trabalham para tentar distribuir a ajuda humanitária recebida no país entre as famílias atingidas pela passagem do ciclone Idai no último dia 14 de março. Os militares montaram uma base no aeroporto de Beira, capital da província de Sofala, na região central do país – a mais atingida pela tempestade.

O presidente Felipe Nyusi declarou que, depois de duas semanas de trabalhos de emergência e resgate, agora o trabalho das equipes entra em uma nova etapa, com foco na ajuda humanitária aos sobreviventes:

Uma das preocupações do governo moçambicano é com a disseminação de doenças. O sistema de saneamento básico, já precário antes de os ventos de quase 200km/h devastarem parte do país, ficou totalmente comprometido especialmente na cidade de Beira. No fim de semana, o país já registrava mais de 500 casos de cólera.

O governo do Japão enviou equipamentos e insumos médicos, além de uma equipe com 28 especialistas em saúde, que vão instalar postos de atendimento em pontos considerados críticos. Os prejuízos também começaram a ser contabilizados, com a ajuda de empresários das províncias afetadas.

Com a ajuda humanitária, espera-se também recuperar perdas econômicas, segundo o porta-voz do governo, Celso Correia:

A França enviou purificadores de água e cisternas, além de material para construção de estradas e casas e lonas de abrigo. A ONU, que já fez um apelo por ajuda internacional, diz que Moçambique precisa de 280 milhões de dólares para lidar com as consequências do ciclone.

Segundo as Nações Unidas, o país pode enfrentar uma crise de abastecimento de água e alimentos nas próximas semanas. Já faltam produtos básicos, como pão. A TV Moçambique conversou uma família que tem usado o inhame, um tubérculo chamado de matumbe em algumas regiões de Moçambique, para sobreviver:

Até agora, 501 mortes foram registradas na passagem do ciclone, mas o governo estima que esse número pode aumentar, uma vez que as equipes de resgate estão chegando a áreas que antes estavam inacessíveis, agora que a água das enchentes começou a baixar. O ciclone Idai provocou inundações também em países vizinhos a Moçambique, como Malaui e Zimbábue, onde cerca de 300 pessoas morreram.

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