Jovens do interior de São Paulo encaram longas viagens para poder frequentar o Baile da Dezessete, que ocorre todo fim de semana na comunidade de Paraisópolis, localizada na Zona Sul da capital paulista.

Lá é o lugar em que é realizado um dos maiores “pancadões” da cidade com ruas e mais ruas cheias de pessoas que se reúnem em torno de carros de som até o amanhecer.

Uma adolescente vem da região de Sorocaba para frequentar a “festa”.

A menor de idade conta que, em uma das vezes, a Polícia Militar apareceu, interrompeu o baile, mas depois o pancadão continuou:

A modelo Natasha Polly, hoje mora na cidade de São Paulo, mas fala que já viajou em torno de quatro horas para poder curtir o Baile da Dezessete:

A Rádio BandNews FM já vem acompanhando as reclamações de moradores da região de Paraisópolis há muitos anos.

Os “vizinhos” do Baile da Dezessete não conseguem dormir com os barulhos dos pancadões ao longo de todo o fim de semana.

Um morador, que prefere não se identificar, conta que a maioria dos integrantes da comunidade nem participam dos eventos:

Mas não é apenas quem está dentro da comunidade que se incomoda com o famoso baile.

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança do Morumbi, Celso Cavallini, aponta alguns problemas graves que estão presentes toda semana nas “festas”:

Segundo o porta-voz da Polícia Militar de São Paulo, major Emerson Massera, em um único fim de semana na capital, a PM recebe mais de quatrocentos chamados para atuação em eventos.

As ligações relatam perturbação de sossego e outras condutas graves:

Procurada pela BandNews FM, a Subprefeitura de Campo Limpo diz que, no caso de pancadões, é necessário uma operação da Policia Militar, na qual órgãos municipais como a Guarda Civil Metropolitana e CET prestam apoio.

No último fim de semana, por exemplo, a administração regional do Campo Limpo e a GCM apoiaram a PM em ação na comunidade de Paraisópolis.

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