A liminar determinando que fossem retomados quatro embarques num período de três horas com o uso do vale-transporte se trata de uma decisão judicial isolada e não alcança todos os passageiros da cidade. É o que afirma o Procurador Geral do Município, Guilherme Bueno.

Segundo ele, a medida atende ao pedido de apenas quatro pessoas que entraram na justiça. No dia 23 de fevereiro, o prefeito Bruno Covas reduziu de quatro para dois embarques em um período de três horas. Mas, os usuários entraram com recurso e ganharam, o que fez com que outros passageiros exigissem da prefeitura o retorno dos quatro embarques.

Em entrevista à BandNews FM, o Procurador Geral do Município explica que não houve mudança no bilhete único: o número de embarques continua o mesmo e a alteração só ocorreu para usuários do vale transporte. Por isso, Guilherme Bueno diz que cabe às empresas fornecer o dinheiro para complementar as viagens necessárias dos funcionários.

De acordo com o procurador, a prefeitura gasta aproximadamente R$ três bilhões por ano para subsidiar o transporte público, sendo R$ 600 milhões para o vale-transporte. Guilherme Bueno destaca que esse dinheiro será tirado de um lado para cobrir outro.

O coordenador de projetos da Rede Nossa São Paulo, Américo Sampaio, alerta que a medida seria prejudicial para os trabalhadores mais pobres. Para ele, isso dificulta o desenvolvimento econômico da cidade porque estimula as empresas a contratar quem mora mais perto do local de trabalho, em detrimento dos trabalhadores que vivem na periferia e procuram emprego no centro.

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