A mudança no calendário escolar da rede estadual para o ano que vem provoca reações diversas entre pais e professores. Na sexta-feira passada, o governador João Dória anunciou que as férias de julho serão reduzidas de 30 para 15 dias e haverá uma semana de recesso em abril e outra em outubro. Atualmente, as escolas do Estado possuem dois períodos de férias: de dezembro ao fim de janeiro; e um mês em julho. Nem os pais, nem os professores chegam a um consenso sobre o modelo.

O secretário de Educação admitiu que não houve discussão prévia com os alunos e os pais sobre a reorganização do calendário. Essa é a principal reclamação do Sindicato dos Professores do Estado, que afirma que se reuniu com Rossieli Soares no dia anterior ao anúncio e o assunto não foi sequer citado. A APEOESP é contra o modelo, porque muitos professores dão aula na rede estadual e na municipal e isso provocaria uma desorganização. Além disso, segundo o sindicato, não está provado que longos períodos sem aulas provocam perdas na aprendizagem.

A diretora pedagógica do Colégio Santa Cruz, formadora de professores das redes pública e privada e ex-consultora do Ministério da Educação, Débora Vaz, questiona o motivo da medida não ter sido debatida.

O governo afirmou que o objetivo da mudança é evitar perdas de aprendizagem durante longos períodos sem aula, com base em quatro estudos internacionais e no exemplo de outros países. Para a pedagoga Débora Vaz, estes argumentos não podem ser os únicos para embasar uma decisão tão importante.

De acordo com o Secretário, a adoção da mudança é opcional para a rede privada e para as escolas municipais, mas já está negociando a unificação do calendário com os municípios. Nas instituições municipais de São Paulo as férias de julho já são de duas semanas.

Ouça a entrevista completa da diretora pedagógica do Colégio Santa Cruz, formadora de professores das redes pública e privada e ex-consultora do Ministério da Educação, Débora Vaz:

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