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Consumidor deve ter cuidado ao registrar reclamações em sites e redes sociais

A forma como o consumidor reclama contra as empresas, usando as redes sociais ou sites para xingar, citar nomes e até telefones de terceiros, pode fazer com ele tenha mais dificuldade para ter sucesso – ou pior: seja processado pelas companhias.

“Não adianta xingar, ser mal-educado e pressionar. Isso não conduz o consumidor a uma relação em que ele vai conseguir resolver o problema de maneira simples e fácil. No Reclame Aqui, o consumidor que chega muito bravo tem a reclamação prejudicada, porque ele está tão nervoso, tão estressado, que deixa de contar o problema e de resolver a questão por causa disso”, diz o diretor de operações do site, Diego Campos.

Por mais difícil que seja, quem vai registrar uma reclamação precisa adotar a tática do “muita calma nessa hora”. “O consumidor deve sempre informar fatos e deixar claro como gostaria que o problema fosse resolvido, se quer receber o produto, trocar, desistir. Isso ajuda a resolver em menos passos.”

E não é só porque a reclamação pode não dar em nada – é que o feitiço, segundo a criadora do site Consumo em Pauta Ângela Crespo, pode “virar contra o feiticeiro”.

“O consumidor precisa ter cuidado na hora em que vai fazer uma reclamação em qualquer canal escrito. Existem advogados pesquisando quem está agredindo aquela empresa e entrando com ação contra o consumidor por dano moral. E já houve várias empresas que ganharam essas ações.”

No Rio Grande do Sul, um consumidor insatisfeito foi condenado, no ano passado, a pagar uma indenização de R$ 10 mil por danos morais ao responsável por um posto.

A empresa alegou ter sido vítima de uma “campanha difamatória” nas redes sociais, que dizia que ela vendia gasolina adulterada.

No Distrito Federal, uma cliente reclamou que os gerentes de uma loja de móveis eram “mal intencionados” e de “caráter duvidoso”. Resultado: foi processada e também deve de pagar indenização para a empresa.

Ouça a reportagem completa abaixo: