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Ex-árbitro lidera luta contra racismo e revela ofensas: “diziam que matar negro não é crime, é adubar a terra”

Ex-árbitro de futebol e hoje comentarista de arbitragem, Márcio Chagas deixou a carreira nos gramados há 5 anos por conta do preconceito que sofreu, durante muito tempo, principalmente na região sul do Brasil. Vítima de racismo, ele resolveu deixar a arbitragem em março de 2014, após ter o carro atingido e coberto com cascas de banana além da fruta em si ser colocada, até mesmo, no cano de escape do veículo.

Série especial traz casos de racismo no futebol e o como estão tentando combater

Em entrevista exclusiva à BandNews FM, na semana da Consciência Negra, o ex-árbitro de futebol fala sobre racismo estrutural no futebol, a falta de uma voz ativa dentro de campo para combater o preconceito e se coloca como uma das lideranças na luta para o fim da descriminação.

Omissão e falta de ações são expostas no 2º capítulo da série sobre racismo
“Censura” e medo de represálias geram falta de voz ativa na luta contra o racismo

“O racismo em nossa sociedade é estrutural e perpetuou durante muito tempo como algo normal. E quando se aborda o assunto, quem denuncia, muitas vezes, se torna vilão, e quem comete acaba sendo a vítima. Inverte os papeis. Está tão entranhado em nossa sociedade, que muita gente acredita que seja uma brincadeira”, disse o ex-árbitro em conversa com o repórter Luiz Teixeira.

Clique no player abaixo e ouça a entrevista na íntegra de Márcio Chagas: