Reprodução / House of Commons of the United Kingdom

A saída do Reino Unido da União Europeia deve causar uma corrida para a realização de acordos bilaterais com países do bloco que são parceiros históricos.

O Brexit foi aprovado nesta quinta-feira (9) na Câmara dos Comuns, com apoio de 330 parlamentares e votos contrários de 231.

A proposta segue agora para análise da Câmara dos Lordes, prevista para acontecer até 31 de janeiro.

A medida também precisa do aval do Parlamento Europeu, que vai definir as regras de transição em conjunto com o governo britânico.

O professor de Relações Internacionais da USP, Kai Lehmann, especialista em política externa e integração regional na União Europeia, avalia que um dos principais desafios será capacitar negociadores para os novos acordos.

 

Kai Lehmann afirma que cada acordo terá termos específicos.

Segundo ele, o Reino Unido ainda não sabe exatamente o que quer de cada um dos países.

 

O especialista também destaca que o Reino Unido perderá importância nas negociações e que isso deve se refletir na popularidade do primeiro-ministro britânico Boris Johnson.

 

A expectativa é que o período de adaptação para a saída total do bloco europeu se encerre em dezembro deste ano, com aprovação de um acordo comercial entre as duas partes.

A polêmica já dura três anos e meio, com três pedidos de adiamento.

O próximo passo é a análise do projeto na Câmara dos Lordes, que é composta por bispos da Igreja Anglicana e integrantes da nobreza britânica.

Na sequência, o texto é encaminhado para o consentimento da Rainha Elizabeth.

Por fim, a lei precisa ser ratificada pelo Parlamento Europeu até 29 de janeiro, dois dias antes do prazo final.

(Edição: Narley Resende)

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