Foto: Arthur Covre

Marco Antônio Loureiro começou a visitar o Mercadão da Cantareira junto com o pai Manoel e o avô Jeremias que, lá atrás, abriu um bar no mesmo dia da inauguração do Mercado Municipal em 1933. “Antes, a conta dos clientes era feita com aquele lápis de marceneiro no balcão de mármore. Não tinha papel. E no fim do dia, eu tinha que limpar todo o balcão”, recorda Marco Antônio.

Com o falecimento do avô, o pai assumiu o bar que já vendia o lanche de mortadela, mas ainda com três ou quatro fatias.

O recheio começou a aumentar lá nos anos 70 quando o preço do lanche subiu e os clientes começaram a reclamar. “Meu pai, então, resolveu colocar mais fatias até chegarmos no formato de hoje com 350 gramas de mortadela!”

Com a fama, gente do mundo todo passou a vir ao Mercadão para experimentar o famoso lanche recheado. Mas, o formato começou a ser copiado em outros bares vizinhos. “Não há como evitar. Mas, seguimos fazendo o melhor possível para seguir com os clientes que viraram amigos.”

Hoje, o filho William ajuda Marco na administração do Bar do Mané, nome dado mais recentemente em homagem ao Seu Manoel. É a quarta geração dentro do bar no Mercadão da Cantareira.

Marco Antônio Loureiro é o personagem da edição de hoje do Cidade em Retratos que vai ao ar, nessa semana, na @radiobandnewsfm em homenagem aos 466 anos de São Paulo.

Ouça a reportagem de Arthur Covre.

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