A troca de acusações entre o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda ressoa na capital federal.

Em seu pronunciamento de demissão, Moro acusou o presidente de “interferência política” na Polícia Federal. Mais tarde, em entrevista coletiva ao lado de quase todos os ministros, Bolsonaro rebateu, falando em “ingratidão” por parte do ex-juiz da Lava Jato.

As farpas prosseguiram no fim de semana através das redes sociais. O único fato concreto, por ora, é que a Procuradoria-Geral da República solicitou a investigação de eventuais crimes e está nas mãos do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, analisar o pedido de abertura do inquérito, feito pelo procurador Augusto Aras.

O cientista político e colunista da Rádio BandNews FM, Fernando Schuller, analisa os desdobramentos do caso e os próximos caminhos da discussão:

A crise instalada com a queda do ministro Sergio Moro, levantando incertezas até sobre a continuidade do governo, não foi bem digerida pelo mercado financeiro no pregão da última sexta-feira (24).

A Bolsa de Valores de São Paulo chegou a cair 9,58%, ficando perto de mais um circuit breaker – mecanismo que paralisa as negociações por certo tempo. No fim do dia, a B3 reduziu as perdas, mas a baixa ainda foi significativa de -5,45%.

Para entender o alvoroço na economia, a BandNews FM conversou com o economista André Perfeito, chefe da corretora de valores Necton:

 

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