Âncoras e colunistas da BandNews FM avaliam que, embora o vídeo divulgado pelo Supremo Tribunal Federal da reunião ministerial do dia 22 de abril não traga provas evidentes de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal, as conversas revelam comportamentos e intenções questionáveis.

Segundo o âncora do programa O É da Coisa, Reinaldo Azevedo, o encontro estava em clima de “arruaça” e teve uma linguagem incompatível com a constitucionalidade.

Na avaliação dele, a fala mais grave do vídeo é a do presidente da República sobre armar a população.

Reinaldo explica que Bolsonaro não quer fazer isso em prol da liberdade individual – mas, sim, para gerar caos na sociedade civil:

Reinaldo Azevedo também questiona o sistema de segurança particular de Jair Bolsonaro:

O nosso colunista e cientista político Fernando Schuler entende que o vídeo é parte de um todo que será investigado. Ele reforça que, isoladamente, o conteúdo não prova que Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal:

O colunista da BandNews FM Carlos Andreazza também afirma que o vídeo da reunião não traz uma “bala de prata”.

Ele pondera, no entanto, que as consequências para Bolsonaro dependem do comportamento da Justiça:

De acordo com a nossa colunista de política Dora Kramer, mesmo sem a prova de que Bolsonaro interferiu na Polícia Federal, o vídeo mostrou uma postura inadequada do governo:

Para o cientista político Fernando Schuler, a declaração mais problemática da reunião é a do ministro da Educação.

Ele questiona se Abraham Weintraub vai permanecer no governo:

Na mesma linha, Carlos Andreazza critica as falas de ministros que estavam na reunião:

Carlos Andreazza também questiona o fato de que o encontro não discutiu maneiras de conter a pandemia da covid-19 no País:

A nossa colunista de política Dora Kramer entende que as falas de Jair Bolsonaro agravam o mau relacionamento entre o presidente da República e governadores. Na reunião, Bolsonaro criticou com xingamentos João Doria, de São Paulo, e Wilson Witzel, do Rio de Janeiro.

Dora Kramer lembra que Jair Bolsonaro se reuniu por videoconferência com governadores e o clima foi de cordialidade nas conversas sobre como conter o avanço do coronavírus. Agora, o diálogo pode ser comprometido:

Pela internet, o governador de São Paulo, João Doria, escreveu que palavrões, ofensas e ataques a governadores, prefeitos, parlamentares e ministros do Supremo demonstram descaso com a democracia.

Outro adversário político de Bolsonaro, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, publicou que sente na pele o desapreço do presidente pela independência dos poderes.

De Manaus, o prefeito Arthur Virgílio Neto declarou que se o presidente não gosta dele é um bom sinal de que está do lado certo da vida.

1 COMENTÁRIO

  1. EU VOLTEI NO PRESIDENTE BOLSONARO E ATÉ AGORA O APOIO.SERÁ QUE ESTE SR. BRASIL ESTÁ CAMINHANDO PARA UMA REVOLUÇÃO CIVIL, DESOBEDIENCIA CIVIL ? ESPERO EM DEUS QUE TUDO SE RESOLVA INCLUSIVE ESTA PRAGA DO CORONAVIRUS QUE SEGUNDO ME DISSERAM E EU TAMBÉM CONCORDO CRIADA POR CHINESES QUE ESPALHARAM PARA O MUNDO, DESPERTA SR. BRASIL

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