A Polícia Federal vai investigar o vazamento de dados sigilosos de Jair Bolsonaro e dos filhos dele, além de ministros e aliados do governo.

A decisão atende a uma ordem do ministro da Justiça, André Mendonça. As informações foram divulgadas na internet pelo “Anonymous Brasil”, um grupo de hackers. Pouco depois da publicação, na noite da última segunda-feira, o Twitter apagou as postagens e suspendeu o perfil do coletivo por violação das regras da empresa.

Os responsáveis pela ação poderão ser enquadrados em crimes previstos na lei de segurança nacional e no Código Penal. Ontem, Jair Bolsonaro classificou a divulgação como uma medida de intimidação e disse que providências legais serão tomadas.

O líder do governo no Senado, Eduardo Gomes, defendeu a aprovação de uma nova lei mais dura contra ataques de hackers:

 

O vazamento ocorre na semana que antecede o julgamento do Supremo que vai definir se as investigações sobre as fake news e as ameaças ao STF devem continuar. Os investigados reclamam que ainda não tiveram acesso ao inquérito, mas segundo o relator Alexandre de Moraes, os documentos estão disponíveis.

Na semana passada, a PF fez buscas e apreensões em locais ligados a empresários, blogueiros e políticos aliados de Bolsonaro Entre eles está a blogueira Sara Winter, expulsa ontem do Democratas, partido ao qual era filiada.

Em outra frente, a Polícia Federal mantém as investigações sobre uma suposta interferência do presidente na corporação. O procurador-geral da República, Augusto Aras, já se manifestou a favor da tomada de depoimento de Bolsonaro no inquérito.

A medida ainda deverá ser autorizada pelo ministro relator do caso no Supremo, Celso de Mello.

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