A guerra comercial entre China e Estados Unidos pode apresentar novas oportunidades para os produtores de carne do Brasil.

Um acordo firmado entre Washington e Pequim em janeiro deste ano pretendia aumentar o fluxo entre os gigantes, eliminando as disputas. No entanto, a relação entre os países piorou nos últimos meses.

O presidente Donald Trump acusou o país asiático de falhar no combate à pandemia da covid-19. Ao não oferecer tratamento especial ao comércio com Hong Kong, o republicano também agiu para retaliar a intenção de Pequim de aumentar o controle sobre o território.

Já os chineses anunciaram a intenção de reduzir a compra de alimentos norte-americanos. Compras já acertadas entre as nações chegaram a ser canceladas, incluindo carregamentos de carne suína dos Estados Unidos.

O novo impasse animou os produtores de carne aqui no Brasil, que se dizem prontos para atender um possível aumento da demanda pelo produto.

A ideia é exportar mais, sem risco de desabastecer o mercado nacional, como explica o diretor da Associação de Proteína Animal, Ricardo Santin:

 

Enquanto muitas atividades comerciais perderam com a pandemia, o comércio de carnes registrou aceleração, principalmente as exportações de suínos. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, o negócio movimentou mais de 200 milhões de dólares em maio.

O presidente da Cooperativa Frimesa, Walter Vandella, destaca que o volume de negócios está 60% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado:

 

No acumulado do ano, a alta nas exportações do Brasil para a China está em 15,4%.

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