Foto: Estefan Radovicz
Um funcionário que teve acesso a todos os Hospitais de Campanha em construção pela Organização Social IABAS no Rio de Janeiro denuncia pagamento de propina e obras irregulares. Sete hospitais unidades deveriam estar prontas até o dia 30 de abril. Até agora, o governo entregou apenas uma e rompeu o contrato com o Instituto. O funcionário – que pediu para não ser identificado – tirou fotos durante a passagem pelos hospitais que mostram as irregularidades na rede de esgoto.
Segundo a denúncia, todas as unidades atrasadas estão com obras irregulares. Em São Gonçalo, na Região Metropolitana, o sistema de esgoto, em São Gonçalo, na região metropolitana, teve que ser refeito duas vezes, desperdiçando dinheiro público. Ainda segundo o funcionário, para que as obras fossem refeitas, as empresas contratadas pagaram uma taxa, em propina, de 15% do valor dos reparos.
Na porta do Hospital de Campanha de São Gonçalo, na região metropolitana, por exemplo, há uma série de buracos na rua, mostrando que as obras foram feitas às pressas. Além dessa unidade, hospitais de campanha estaduais deveriam estar prontos em Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Nova Friburgo, Campos dos Goytacases e Casemiro de Abreu.
Procurado o governo do Rio disse em nota: “diante dos problemas de atraso na montagem dos hospitais de campanha e deficiência na gestão, o governador Wilson Witzel rompeu o contrato com a Organização Social Iabas e determinou, por meio do decreto 47.103/20, que a Secretaria de Estado de Saúde assumisse a gestão dos hospitais de campanha. O governador Wilson Witzel pedirá à Justiça o bloqueio dos bens do Iabas para ressarcimento dos prejuízos ao Estado. As obras dos hospitais de campanha também estão passando por vistorias para que a entrega à população se dê dentro de parâmetros satisfatórios”.
Já o IABAS afirmou: “a direção não tem conhecimento de tais denúncias e estranha que elas venham a público neste momento, quando a Secretaria de Saúde tenta afastar suas próprias responsabilidades sobre os atrasos e as dificuldades na construção dos hospitais de campanha. De todo modo, quaisquer indícios de irregularidades devem ser investigados e o IABAS se coloca à disposição das autoridades. Ressalta ainda que a construção de rede de esgoto não estava no escopo original do contrato de gestão dos hospitais de campanha. Diante da denúncia, o IABAS também abrirá uma sindicância interna para esclarecer o informado pelo denunciante. Sendo comprovada a ocorrência de algum desvio de conduta por algum de seus colaboradores, o IABAS tomará as medidas cabíveis”.

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