(Foto: EPA/Cristobal Herrera)

A Justiça dos Estados Unidos estabelece uma fiança de 750 mil dólares para cada um dos três ex-policiais acusados de cumplicidade na morte de George Floyd.

Ontem, Thomas Lane, Jay Alexander Kueng e Tou Thao ficaram em silêncio perante o juiz. Também nesta quinta-feira, ocorreu o primeiro de uma série de funerais em homenagem ao ex-segurança negro que foi asfixiado até a morte durante abordagem policial.

A cerimônia contou com a presença de familiares, amigos, líderes religiosos e algumas personalidades. O ativista Martin Luther King terceiro, último filho vivo de Martin Luther King, compareceu.

Philonise, um dos irmãos de Floyd, afirmou que George conseguiu tocar muitos corações e que a justiça será feita:

 

A cerimônia foi acompanhada por centenas de pessoas em um telão instalado do lado de fora do teatro onde ocorreu a homenagem. Outras duas cerimônias vão ocorrer nos próximos dias.

O crime motivou uma série de manifestações antirracismo nos Estados Unidos. Os atos já duram dez dias e ganharam força também ao redor do mundo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, classificou o assassinato de George Floyd como terrível, e pediu que os protestos continuem correndo sem violência ou vandalismo. Em Barcelona, centenas de pessoas se ajoelharam, durante uma vigília, e fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao ex-segurança negro.

Se os protestos contam com apoio internacional, dentro dos Estados Unidos o presidente Donald Trump é criticado pela postura do governo em relação às manifestações. O republicano, inclusive, está sendo processado por grupos de direitos civis pela repressão policial contra manifestantes, na última segunda-feira, nas proximidades da Casa Branca.

Enquanto Trump discursava, forças de segurança dispersavam manifestantes com spray de pimenta e bombas de efeito moral.

Segundo a União Americana das Liberdades Civis, as autoridades violaram os direitos constitucionais dos ativistas e manifestantes que protestavam contra a morte de George Floyd.

O grupo afirma que o protesto era pacífico e que a ação policial ocorreu para liberar a passagem do presidente, que logo depois visitou uma igreja nas proximidades do local. O procurador-geral do país, Bill Barr, negou que a atuação das forças de segurança tenha tido essa motivação.

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