Representantes dos 17 setores que teriam direito à extensão da desoneração da folha de pagamento reclamam do veto do presidente da República e estão na expectativa pela derrubada da proibição.

Jair Bolsonaro decidiu impedir o benefício, que faz com que empresas de áreas como transporte de cargas e de transporte coletivo paguem menos impostos sobre os salários dos funcionários até o fim do ano que vem.

Segundo os empregadores, a decisão deve atrapalhar a retomada da economia.

Em entrevista à BandNews FM, o vice-presidente de Economia do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo, Eduardo Zaidan, disse que a redução dos encargos é uma das maneiras de as empresas suportarem a recessão causada pelo coronavírus.

As atividades produtivas foram paralisadas.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, Fernando Pimentel, somente nesse setor, 40 mil postos de trabalho podem ser fechados se não houver incentivos.

O veto da extensão da desoneração da folha de pagamento veio junto com a sanção da lei que institui o programa emergencial de manutenção de emprego e renda e aprovação de medidas que preveem a suspensão dos contratos de trabalho e redução dos salários dos empregadores.

O Congresso discute uma possível derrubada do veto e negocia o envio pelo governo federal de um novo projeto com redução de encargos para contemplar todos os segmentos.

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