Exames de covid-19. Foto: governo de São Paulo

Duas vacinas contra o coronavírus testadas no Brasil, – a inglesa de Oxford e a chinesa CanSino – apresentaram resultados positivos em estudos preliminares.

Elas deram resposta imune e bons índices de segurança, nas fases 1 e 2, e avançaram para a fase Três.

Outra vacina, a Sinopharm, da China, já está nessa fase; e uma quarta, a americana Moderna, deve entrar nesse estágio na próxima semana.

É no ensaio de fase 3, com número maior de participantes, que a eficácia da vacina é comprovada em uma população maior, antes de ser considerada a comercialização ou distribuição em larga escala.

A pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Natalia Pasternak, pós-doutora em microbiologia, reforça que o avanço é preliminar e que ainda não garante que as vacinas sejam viáveis.

 

Natalia Pasternak destaca que também não é o momento para programar políticas públicas ou privadas com base em um cronograma da vacina.

Segundo ela, o estágio de testes ainda é de risco.

 

A pesquisadora lamenta a falta de investimento em ciência no Brasil.

Segundo ela, a estrutura física e humana já existe.

 

A vacina do laboratório Cinovac, que foi viabilizada após investimento e estrutura do governo de São Paulo, também apresenta avanços.

Vinte mil doses de teste chegaram nesta semana ao Brasil e serão distribuídas para 12 centros de pesquisas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

O Hospital das Clínicas, na capital paulista, será o primeiro a aplicar os testes em 890 voluntários.

Serão pessoas que trabalham da linha de frente do combate à doença, principalmente médicos e paramédicos.

Segundo o governador de São Paulo, João Dória, do PSDB, a expectativa é que a terceira fase da pesquisa clínica da Coronavac seja concluída no Estado em até 90 dias.

 

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas afirma que a CoronaVac tem a vantagem sobre as outras vacinas por usar uma tecnologia já conhecida no Brasil.

 

Na vacina inglesa, de Oxford, segundo a microbiologista Natália Paternark, a resposta do sistema de defesa do corpo humano ocorreu de duas maneiras.

A imunidade se deu por meio da estimulação de anticorpos e das células T:

 

Os efeitos colaterais foram considerados leves, como febre e dor de cabeça, e podem ser amenizados com paracetamol.

Esta terça-feira (21) é o 25º dia que o médico residente de psiquiatria Napoleão Neto recebeu a dose e, até o momento, não apresentou nenhum sintoma adverso:

 

A farmacêutica AstraZeneca, envolvida no projeto de Oxford, diz ter capacidade de produzir 2 bilhões de doses – metade até o final do ano.

Se tudo correr dentro do esperado, uma liberação de emergência para profissionais de saúde e pessoas de grupos de risco pode ocorrer em outubro.

No Brasil, a expectativa é que o registro saia em junho de 2021.

(Edição: Narley Resende)

Ouça também a íntegra da entrevista de Narley Resende com a pesquisadora Nathalia Pasternak:

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário!
Por favor, informe seu nome