Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

Sem festas de Ano Novo, cidades turísticas terão prejuízos bilionários

Queima de fogos na praia de Copacabana, Réveillon Rio 2019 – Foto: Monteiro/SECOM

Faltando cinco meses para o fim do ano, enquanto muitas pessoas já estariam se programando para celebrar o réveillon, pela primeira vez, as celebrações da virada de ano não têm definição para ocorrer e as mais tradicionais já foram canceladas por causa da pandemia de coronavírus.

O que se sabe é que o prejuízo para várias cidades que costumavam receber turistas será bilionário e onde houver festa, será de um jeito bem diferente.

O cancelamento da “Festa da Virada” na Avenida Paulista vai deixar de movimentar quase R$ 650 milhões na economia da capital paulista, em lucros para hotéis, restaurantes e setor de compras.

Cerca de 2 milhões de pessoas passaram pela Avenida Paulista no réveillon 2020.

Público que se aproxima ao de Copacabana, no Rio de Janeiro.

No ano passado, quase 3 milhões de pessoas estiveram na praia para assistir à queima de fogos na virada.

A prefeitura do Rio de Janeiro também já anunciou, na semana passada, que haverá mudanças na festa para evitar aglomerações.

O novo plano envolve um modelo virtual, sem a presença de milhares de pessoas que costumam ocupar as areias, com queima de fogos projetada no Cristo Redentor e no Pão de Açúcar.

Após o anúncio, os hotéis da cidade lançam a campanha “Mais Rio por menos” para atrair turistas.

O projeto vai oferecer até 50% de desconto em hotéis, restaurantes, museus e pontos turísticos.

Em 2019, por causa do espetáculo, a taxa média da ocupação hoteleira na cidade do Rio chegou a 93%.

Com as mudanças no evento, o setor de hotéis estima uma perda 50% na receita do setor.

A movimentação econômica da festa realizada no último ano rendeu R$ 4 bilhões para a cidade.

Confira a reportagem de Débora Alfano: