Por Alinne Fanelli

A meia-atacante Camilinha, de 25 anos, aceitou proposta do Palmeiras para voltar ao Brasil depois de três anos – por empréstimo até dezembro. Desde 2017, ela defende o Orlando Pride, dos Estados Unidos.

Devido à pausa no futebol por causa do coronavírus, não havia perspectiva de retorno da competição em solo americano. Por isso, quando foi divulgado que a Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino retornaria, ela quis se manter atuando e, também, voltar à seleção brasileira. Já deu certo.

(Foto: CBF/ Divulgação)

“Estávamos em uma grande dúvida lá se teríamos competição ou não. Acho que, há umas semanas, anunciaram um torneio curto para setembro e outubro. Mas enquanto eu estava lá, não tinha nada certo. E ficar cinco meses parada é muito difícil. Eu queria jogar”, conta.

Para ter total certeza da decisão, Camilinha conversou com a família e também com a Marta, colega de time. “Eu queria vir, mas eu tinha uma dúvida. Estávamos passando por um momento difícil e não queria abandonar, simplesmente abandonar o clube. Liguei e ela disse: ‘Quem não é visto não é lembrado, você precisa estar jogando e se é a sua vontade, vai voltar o campeonato lá. Vai, você tem todo o meu apoio. Depois de ter conversado com meus pais, essa foi a tacada final”, declara.

A meia-atacante foi convocada pela primeira vez pela técnica Pia Sundhage para treinos com a seleção brasileira na Granja Comary.

Camilinha já defendeu o país diversas vezes, inclusive na base e na última Copa do Mundo, mas, desde a chegada da treinadora sueca, ainda não havia sido chamada.

Agora, ela comemora a oportunidade e vai trabalhar forte para se manter nas próximas convocações. “Estou muito feliz. A Pia é uma excelente treinadora, já ouvi falar muito bem dela. Fico feliz em poder servir à seleção novamente, ainda mais no comando de uma mulher como a Pia. Acabou que deu certo, voltei pro Brasil e já consegui um dos meus objetivos. Agora é continuar trabalhando aqui no Palmeiras, sendo vista, para ter outras oportunidades de servir a seleção. Um dos outros objetivos é chegar à Olimpíada.”

CARREIRA

Camilinha começou no futsal, em São Bento do Sul (SC). Atuava na equipe da escola, com os meninos, e até disputava competições. Passou pelo Barateiro Futsal até chegar ao Kindermann, em 2012, onde teve o desejo de migrar para o campo.

“Não foi muito difícil, claro que a dimensão do campo é diferente do salão, a batida da bola, mas até que foi rápida a adaptação”, conta a meia-atacante.

Ela precisou se encontrar no posicionamento. Conversando com o pai, entenderam que ser ofensiva era ideal. Mas, nesse período de adaptação no Kindermann, algumas atletas se lesionaram e ela foi deslocada para a lateral esquerda.

“Quando eu fui convocada pela primeira vez, foi nessa posição. Era difícil porque eu sou mais ofensiva e tem todo o posicionamento de lateral para marcar. De primeiro momento, foi difícil, mas são oportunidades. Vi uma chance de me sobressair e fui buscar e treinar mais para me dar bem”, lembra.

Camilinha atuou como lateral por três anos, não foi apenas um improviso. Ela jogou o Sul-Americano sub-20, o Mundial sub-20 e pela seleção principal neste posicionamento.

Confira o boletim do Tem Mulher na Área de hoje:

Confira a entrevista completa da repórter Alinne Fanelli com a meia-atacante do Palmeiras:

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