(Foto: Reprodução)

Zumbido, picada, coceira…

Os paulistanos estão tendo noite mal dormidas por causa do aumento da incidência de pernilongos.

 

Com as altas temperaturas registradas nos últimos dias em São Paulo, os mosquitos estão em todo o lugar.

 

Inseticida aerosol, de tomada, vela de citronela, ventilador, raquete elétrica são as principais tentativas de combater o inseto, mas parecem surtir pouco efeito, segundo os ouvintes da BandNews FM.

Na casa da Miriam, virou até competição: a família estava com quatro raquetes elétricas:

 

Em noites quentes, o ventilador ganha mais uma função:

 

E não são apenas pernilongos. Cuidado com o cupim disfarçado:

 

Segundo o biólogo Randy Baldresca, o calor favorece a proliferação desse insetos, mas ele destaca que o motivo da infestação é o acúmulo de lixo e a poluição.

 

 

O pesquisador José Bento Pereira Lima, chefe do Laboratório de Controle de Artrópodes do Instituto Oswaldo Cruz, explica que o pernilongo comum, chamado Culex quinquefasciatus, transmite apenas doenças que estão praticamente erradicadas no Brasil, como Elefantíase e o Vírus do Nilo.

O principal problema é o incômodo da coceira.

Para diminuir a densidade de mosquitos, ele recomenda ação do poder público com larvicidas biológicos, que não poluem o meio ambiente, além, é claro, de limpeza dos rios e córregos da cidade.

 

Moradores da zona oeste fizeram um abaixo-assinado online que já reuniu quase 20 mil assinaturas. O documento cobra ações do município contra a proliferação dos insetos, principalmente nas regiões próximas ao Rio Pinheiros.

De acordo com essas pessoas, as margens do rio não passam por dedetização há anos.

O médico veterinário Werner Santos Garcia, diretor da Divisão de Vigilância e Zoonose da Secretaria Municipal da Saúde, afirma que dedetização química pode ser tóxica para as pessoas e para o ambiente.

Ele afirma que desde 2004 há uma equipe fixa para cuidar do problema.

 

A prefeitura afirma que a aplicação de inseticida por meio de termonebulização também vem ocorrendo desde o início de agosto “e continuará acontecendo nas próximas semanas, cumprindo todos os critérios técnicos do programa”.

Por causa da proximidade com o Rio Pinheiros, a concessionária ViaQuatro, responsável pela Linha 4-Amarela do Metrô, diz que intensificou a desinfecção dos trens e estações para combater os insetos.

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