A médica responsável por liderar os estudos da vacina contra o coronavírus da Oxford/AstraZeneca no Brasil, Dra. Lily Yin Weckx, afirma que os testes já podem ser feitos, sem restrições, em pessoas de todas as idades.

Em entrevista à BandNews FM, a coordenadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais da Universidade Federal de São Paulo explicou como vai funcionar a ampliação dos testes no Brasil.

O número de voluntários vai subir para 10 mil em todo o país e os idosos serão o público preferencial.

Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a inclusão de mais 5 mil pessoas nos estudos. Com isso, o número total de participantes no país poderá chegar a 10 mil.

Segundo a médica Lily Yin Weckx, os idosos têm uma resposta pior às vacinas por causa da queda da imunidade característica dessa faixa etária. Para participar dos testes, o voluntário tem de ser profissional da área da saúde com maior risco de exposição à Covid-19 ou um adulto com risco aumentado de exposição à doença.

Entre os voluntários, estão trabalhadores de apoio dos hospitais, que fazem a limpeza, segurança e motoristas. Nesta última etapa dos estudos, que é a chamada fase 3, a ideia é saber o quanto a vacina protege.

Até aqui, não há registro de efeitos adversos graves entre os quase 5 mil voluntários dessa vacina no Brasil. Os efeitos colaterais estão sendo os mesmos relatados em outras vacinas já existentes, de acordo com a Dra Lily Yin Weckx.

O laboratório AstraZeneca ainda não fez testes em crianças, mas isso está previsto dentro da pesquisa.

Os novos voluntários brasileiros serão recrutados na Bahia, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

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