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Queimadas ameaçam de extinção espécies recém-descobertas no Xingu

Macaco zogue-zogue barba-vermelha. Foto: Rodrigo Araújo

As queimadas causam estragos severos na zona de transição entre a Amazônia e o cerrado, no Mato Grosso, e podem colocar em processo de extinção espécies que acabaram de ser catalogadas por cientistas.

Os macacos Zongue Zongue, que têm sido chamados de “barba-vermelha” e “barba-branca”, foram catalogados no fim do ano passado e agora já estão ameaçados, assim como espécies já conhecidas como o macaco-aranha-de-cara-branca, a anta, que é o maior mamífero brasileiro, entre outros.

A situação é especialmente crítica no Parque Indígena do Xingu, com a seca prolongada e o desmatamento ilegal, que deixa resíduos que servem de combustível para os incêndios.

O pesquisador Gustavo Canale, da Universidade Federal de Mato Grosso e presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia, afirma que neste ano a situação piorou.

 

Os desmatamentos avançam sobre regiões que abrigam espécies raras e os danos podem ser irreversíveis.

 

Além dos danos aparentes, segundo o biólogo, o aumento do desmatamento causa consequências futuras.

 

O pesquisador afirma que combater os incêndios é mais caro do que planejar medidas de prevenção.

Segundo ele, se isso não for feito agora, a destruição aumentará em escala nos próximos anos.

 

Com o apoio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros, ligado ao Instituto Chico Mendes, e da GWC, a Conservação Global da Vida Selvagem, na sigla em inglês, o pesquisador Gustavo Canale e os colegas devem começar um projeto para mapear os efeitos do fogo.

Os dados podem servir para embasar medidas de prevenção.

Ouça a íntegra da entrevista de Narley Resende e Maíra Gama com Gustavo Canale: