Um cálculo feito pela BandNews FM, com a ajuda de pilotos e empresários da aviação executiva, mostrou que, juntos, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre gastaram pelo menos R$ 1,3 milhão com o uso de aviões da FAB para ir e voltar para casa – ou seja, ao estado de origem – entre janeiro e agosto deste ano.

O levantamento considerou apenas o combustível e o custo por hora de um jato do mesmo modelo utilizado pela Força Aérea Brasileira.

Ontem, a BandNews FM mostrou que os presidentes da Câmara e do Senado fizeram 102 viagens nos oito primeiros meses do ano.

Rodrigo Maia fez 76 voos, sendo 34 indo ou voltando do Rio de Janeiro.

Hoje, o preço de uma passagem de Brasília para o Rio de Janeiro custa cerca de R$ 700; em um jato, o mesmo modelo utilizado pela FAB, o gasto é de pelo menos R$ 16 mil – só de combustível e hora de voo.

Davi Alcolumbre voou 26 vezes, sendo 25 indo ou voltando de Macapá, onde tem família.

Um bilhete de Brasília a Macapá custa, em média, R$ 1,8 mil; em um jato, não sairia por menos de R$ 32 mil.

No geral, os ministros e outras autoridades, incluindo os presidentes da Câmara e do Senado, fizeram 505 viagens entre janeiro e agosto – uma redução de quase 50% em relação ao mesmo período do ano passado. OS integrantes do governo utilizaram os aviões da FAB apenas para serviço.

Em nota, a assessoria de Rodrigo Maia disse que a lei autoriza o uso dos aviões e justifica que, mesmo na pandemia, o Congresso seguiu trabalhando; diz ainda que há voos compartilhados.

Procurado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, alegou que usou os jatos 16 vezes, e não 25 como o informado pela BandNews, mas considerou um período diferente do relatado pela reportagem.

Disse ainda que participou de ações do combate ao coronavírus ao lado de ministros no Amapá e que a legislação autoriza o uso das aeronaves.

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