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Band estreia equipe 100% feminina em clássico entre Santos e São Paulo

Pela primeira vez em TV aberta, uma emissora terá uma equipe regular de futebol 100% feminina. A Band vai estrear neste domingo (1º), dentro do Show do Esporte, um trio de mulheres no comando do futebol feminino.

A já comentarista da casa Alline Calandrini se juntará à Milene Domingues nos comentários, sob o comando de Isabelly Morais na narração.

Alline Calandrini, Milene Domingues e Isabelly Morais posam para foto na Band (Foto: Twitter/Alline)

O primeiro jogo delas será um clássico entre Santos e São Paulo, pelas quartas de final da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino.

Milene acredita que é um fato histórico e que a expectativa é de muito crescimento e muita visibilidade no futebol feminino. “A gente vive e respira futebol. É uma visão diferente. Vai ser uma transmissão com pessoas que amam o futebol da mesma forma. O futebol feminino já tem um público fixo, que realmente consome o futebol feminino. E para este domingo, é um jogo muito bom. Quartas de final, classificatório e de duas equipes que têm muito nome. Não só nomes como clubes, mas também de atletas. O Santos tem muita tradição, o São Paulo teve um crescimento muito grande. Então, vai ser um jogo maravilhoso e as pessoas que não consomem muito o futebol feminino, no mínimo, vão ficar curiosas”, afirma.

A colega Alline Calandrini conta que ficou muito feliz com a notícia e que nem acreditou inicialmente. “Porque é algo que parecia muito difícil. Fiquei muito surpresa. Isso é representatividade. São mulheres muito competentes e acho que é algo marcante para a mulher na televisão brasileira em relação ao esporte. Eu cansei de ouvir que poderia ter uma narradora mulher. Obviamente, tem um público de machistas e preconceituosos que falam que é impossível assistir a uma transmissão com mulher. Nossa sociedade não foi acostumada a ouvir mulheres narrando, independentemente do esporte. Mas estamos aí para mostrar que temos competência e que vai soar naturalmente nos ouvidos deles”, reforça.

NARRAÇÃO

A narração apareceu em um momento importante da carreira de Isabelly Morais. Ela era estudante de jornalismo em Belo Horizonte e estagiária na Rádio Inconfidência. O chefe perguntou se ela toparia narrar e ela topou.

“Eu me descobri de uma maneira muito bonita no jornalismo também. De eu me manifestar, uma maneira a mais de trabalhar. Eu tive experiência na TV também, com a Copa do Mundo em 2018, e depois voltei para o rádio com a carreira seguindo por outros rumos. Essa oportunidade é incrível. Eu comentei com a minha família que dificilmente essa oportunidade aparece para homens. Para mulher, então, é muito mais difícil”, conta.

Isabelly diz que não se via na narração porque ela não via mulheres narrando. Mas quando ela experimentou, a relação que se criou foi muito especial. “Eu tive muita dificuldade de encontrar o meu tom. Foi uma situação muito complicada, porque enquanto eu narrava na rádio, eu passei por um processo de narração de TV. Fazia teste um dia e no outro eu narrava no rádio. Eu tinha algumas referências de quem eu gostava de acompanhar e pensei que eu precisava ter o meu jeito, o meu estilo, sem pressão nenhuma.”

A mineira comentou que muitos a questionam se ela tem um bordão. Ainda não. “Isso é muito louco, sempre me questionam. Eu tentei criar vários, mas eu percebi que o mais legal é o bordão que aparece. Vai aparecer.”

Isabelly considera a emoção o item mais importante de uma narração. “O rádio é uma super escola porque não tem imagem. A pessoa que está te ouvindo precisa se sentir no jogo, no estádio, parte daquilo. E a emoção sempre foi algo que tentei passar. A emoção que eu sentia por estar transmitindo, fazendo o que eu gosto. Tem várias características, mas a emoção é a principal. O futebol toca muito a gente”, finaliza.

Ouça a reportagem: