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Pelo menos 200 vacinas estão em estudo contra o coronavírus no mundo

Foto: Ministério da Saúde

Em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, são pelo menos 200 vacinas em estudo contra o coronavírus.

Dessas, 47 estão na chamada fase clínica – ou seja, são aplicadas em voluntários.

Tudo em uma velocidade nunca vista na história para comprovar a eficácia e a segurança das doses.

No Brasil, quatro delas são testadas. A de Oxford com a AstraZeneca; a da Pfizer, junto com a BioNtech; a da Johnson e Johnson; e do laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Butantan.

O início da imunização, no entanto, ainda é incerto.

Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária suspendeu os testes da CoronaVac no Brasil alegando que houve um “efeito adverso grave”.

A paralisação dos estudos não é incomum e já havia acontecido com as doses de Oxford e da Johnson e Johnson.

Hoje, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o “efeito adverso” apontado pela Anvisa não tem relação com a vacina.

A informação é de que a causa da morte do voluntário foi suicídio:

 

No Brasil, o assunto foi politizado e a palavra final será da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Agora há pouco, o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou que a suspensão se deu porque as informações enviadas eram insuficientes e estavam incompletas.

Ele alega que as decisões da agência são técnicas:

 

Fora daqui, a Pfizer – em um dos principais anúncios das últimas semanas – informou que a vacina desenvolvida em parceria com a BioNTech tem eficácia de mais de 90%. E adiantou que vai pedir autorização ainda neste mês para o uso emergencial nos Estados Unidos.

Um dos voluntários, Douglas Siqueira, disse ter sentido efeitos colaterais leves depois da segunda dose:

 

Fato é que, apesar de todas as expectativas e previsões, não há certeza de qual será a vacina e quando ela estará pronta para ser aplicada.

A primeira vacina registrada no mundo foi a da Rússia, a Sputnik V, mas ainda está na fase de testes. E não existe apenas um tipo de imunizante; tudo depende das pesquisas.

Entre as previsões, as mais otimistas falam que a vacinação pode começar no início de 2021.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, estima que a imunização com a vacina de Oxford possa começar em março:

 

Até agora, o Brasil tem mais de 5 milhões e 600 mil casos de coronavírus, com 162 mil 628 mortos. Mais de 360 mil pacientes estão em tratamento e pelo menos 5 milhões, recuperados.

No mundo, são até agora quase 51 milhões casos e mais de 1 milhão e 200 mil mortes causadas pelo coronavírus.