Rampa do Palácio do Planalto, em Brasília/DF (Foto: Agência Senado)

Com os resultados das eleições municipais definidos em boa parte do país, começam as projeções para a disputa à presidência da República daqui a dois anos. Sete capitais escolheram prefeitos no primeiro turno: três delas optaram por candidatos do DEM, duas do PSD e as outras duas do PSDB.

O PT, que passa por um processo de enfraquecimento nos últimos anos, está disputando apenas duas prefeituras em capitais. Ao contrário de 2018, quando o eleitor deu preferência aos outsiders, em um movimento antissistema, o que se viu foi a volta dos votos em nomes da política tradicional.

Para o âncora do O’É da Coisa Reinaldo Azevedo, as coisas caminharam no sentido da esquerda em 2020. Isso significa, segundo o apresentador da BandNews FM, que a extrema-direita perdeu terreno:

Para Reinaldo Azevedo, no entanto, eleições municipais são diferentes das presidenciais, e a disputa ao Palácio do Planalto tende a ser mais ideológica, o que pode mudar o quadro até lá.

Ao projetar 2022, o sociólogo e colunista da BandNews FM Antonio Lavareda voltou a 2016. Ele lembra que, naquele ano, o grande vencedor tinha sido o PSDB. Especialistas, à época, apostavam em uma vitória tucana nas eleições presidenciais de 2018, mas isso não aconteceu.

O diretor-presidente do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, usa exatamente o mesmo exemplo do sociólogo Antonio Lavareda. Ele, porém, não vê vantagem pra ninguém, pra nenhum lado em 2022, mesmo com a vitória da política tradicional em 2020:

O cenário eleitoral de 2022 deve ficar mais claro a partir do ano que vem. O presidente Jair Bolsonaro já indicou que deve tentar a reeleição. O ex-presidente Lula, do PT, continua impedido, mas pode voltar à disputa, caso o Supremo Tribunal Federal considere o ex-juiz Sergio Moro suspeito, zerando os processos contra ele.

Ciro Gomes (PDT) afirmou neste domingo (16) que será candidato de novo. Há ainda uma possível articulação de centro, organizada, hoje, pelo apresentador de TV Luciano Huck e pelo ex-ministro Sergio Moro.

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