Foto: Diego Vara

A morte de um homem negro nas dependências do supermercado Carrefour em Porto Alegre causou uma série de protestos em diversos pontos do país.

Até o momento, a empresa não foi responsabilizada pelo crime, além de não sofrer nenhum tipo de punição pela morte de João Alberto, de 40 anos.

Em entrevista à BandNews FM, o doutor em direito pela Universidade de Brasília e pesquisador do Núcleo de Justiça Racial da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Felipe da Silva Freitas, avalia que as medidas adotadas pela rede Carrefour são poucas comparadas ao dano causado ao homem que foi morto e à família dele:

De acordo com o Atlas da Violência 2020, 75% das vítimas de homicídios no Brasil são pretas e pardas.

Segundo o órgão, uma pessoa negra tem mais chances de ser morta do que um não negro em todos os estados brasileiros, com exceção do Paraná.

Para o doutor em direito pela Universidade de Brasília e pesquisador do Núcleo de Justiça Racial da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Felipe da Silva Freitas, o crime cometido no Carrefour comprova que ser negro no Brasil significa viver em constante perigo:

João Alberto Silveira Freitas foi sepultado neste sábado no Cemitério São João, em Porto Alegre.

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário!
Por favor, informe seu nome