FOTO: EBC

Com cerca de 5 milhões de testes RT-PCR aplicados desde o início da pandemia no SUS, o Brasil pode perder 6,8 milhões de exames, comprados pelo Ministério da Saúde, por causa da data de vencimento. De acordo com uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo, os testes têm data de validade vencendo entre dezembro e janeiro.

Em entrevista à BandNews FM, o médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP afirmou que a responsabilidade, caso os exames não sejam utilizados, é do governo federal. Um dos fundadores da Anvisa, Gonzalo Vecina Neto ressaltou que o Brasil tem capacidade, atualmente, para realizar cerca de 60 mil testes na rede pública por dia. Ou seja, seria possível aplicar os exames, o que dependeria da capacidade logística do Ministério da Saúde.

Gonzalo Neto afirmou ainda que o País errou ao priorizar testes rápidos, que detectam se o paciente já teve o vírus, e não o RT-PCR, que aponta o coronavírus ativo. O médico também explicou que, dependendo da forma de produção e das condições de armazenamento, o fabricante dos exames pode autorizar a extensão da validade dos mesmos.

O governo federal investiu R$ 764 milhões na compra de testes; o lote que está perto da data de vencimento custou R$ 290 milhões.

O Ministério da Saúde afirma que entregou os testes de acordo com pedidos feitos por estados e municípios e que já repassou 8 milhões de unidades.

Confira a entrevista, na íntegra, com o médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP Gonzalo Vecina Neto

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