Foto: Sérgio Lima/PODER 360

O ministro decano do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, diz que a decisão da corte, de permitir que a União, os estados e os municípios possam restringir direitos de quem não se vacinar contra a covid-19 é, “acima de tudo”, “pedagógica”.

Em entrevista exclusiva à BandNews FM ele disse que, apesar de ser um tema sensível – a questão do direito coletivo sobre o direito individual – ele espera que, a partir de agora, os poderes marchem juntos na busca pela vacinação. Ele não concorda com a fala do presidente Bolsonaro de que a decisão de tornar a vacina obrigatória será “inócua”.

Para ele, a atuação do poder executivo deixou o país “a reboque”, já que o país não conseguiu garantir doses enquanto outros já iniciaram suas campanhas. Para Marco Aurélio Mello, não se pode chegar a um objetivo sem prever sanções, mas ele explica que há não se pode levar alguém para ser vacinado “sob vara”.

O STF também decidiu que pais não podem deixar de vacinar os filhos baseando-se em argumentos filosóficos, morais, existenciais ou religiosos. No voto, Marco Aurélio Mello foi duro: disse que a atitude poderia implicar, inclusive, “a retirada do pátrio poder”. À BandNews FM, ele reforçou a convicção.

O decano afirmou que vai tomar a vacina, mas que, enquanto “não há luz no fim do túnel”, já que ainda não há uma vacina liberada para uso no Brasil, “existe o isolamento”. O STF entra em recesso e, até a volta aos trabalhos, o presidente Luiz Fux é que ficará responsável pelas decisões.

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