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Versatilidade de Tamires é trunfo do Corinthians e da seleção brasileira

O Corinthians pode conquistar mais um título na temporada neste domingo (20). O clube, atual campeão brasileiro, enfrentará a Ferroviária, em Araraquara, às 11h, no segundo jogo da final do Campeonato Paulista. As alvinegras venceram a primeira partida por 3 a 1 e podem até perder por um gol de diferença.

Um dos destaques da equipe comandada pelo Arthur Elias é a lateral esquerda Tamires. Nesta temporada, aliás, a jogadora de 33 anos atuou quase sempre mais avançada, caracterizando o ano como atípico. “Em 2019, joguei como meia aberta porque já tinha jogado assim como  Arthur em 2013. Depois, fui para o meio, centralizada, meia esquerda, em alguns momentos fui para a lateral. Então, variou demais. Hoje, olhando um todo, para a minha conquista de títulos individuais, de ser a melhor em alguma posição, talvez isso possa ter me prejudicado um pouquinho, mas eu contribui da melhor forma possível e me sinto muito confortável jogando em qualquer lugar”, comenta.

Tamires, de 33 anos, está no Corinthians há quase um ano e meio (Foto: Divulgação/Corinthians)

“Agora, é pensar direito o que vai ser melhor para a Tamires como atleta, porque é importante a gente treinar na posição que atua já pensando que o ano que vem é olímpico, importante, e como a Pia [Sundhage, técnica da seleção brasileira] me vê na equipe. Vou ponderar as situações e ver o que vai ser melhor para, na posição em que eu estiver, poder fazer o melhor”, complementa.

Essa versatilidade ajuda demais Arthur Elias na montagem de um esquema e, especialmente, a sueca treinadora do Brasil. Isso porque, para a Olimpíada de Tóquio, a Pia só vai poder convocar 18 atletas. Então, saber jogar em mais de uma posição é um grande trunfo. “A gente sempre tenta juntar um e o outro [Corinthians e seleção], tudo o que agrega é bom. A Pia sempre conversou comigo a respeito disso. Ela quer que eu jogue no corredor esquerdo, seja no Corinthians de meia aberta seja na lateral com a seleção. Claro que essa polivalência ajuda na lista curta para os Jogos Olímpicos, mas sempre procuro fazer o meu trabalho. A Pia traz feedback pós-convocações e procura acrescentar para nós atletas, para que possamos ser melhores a cada dia e não nos acomodarmos de maneira nenhuma. O que a gente faz no clube, ajuda na seleção”, pontua.

Mãe de Bernardo, de 11 anos, Tamires voltou ao futebol brasileiro há pouco mais de um ano. Antes, ela esteve na Dinamarca. O motivo para o retorno foi porque ela se viu desafiada a vivenciar todo o crescimento pelo qual a modalidade passa. “As pessoas começaram a ter olhares diferentes para a modalidade. Os clubes começaram a investir. A obrigatoriedade [para os times criarem o time] em um primeiro momento não foi vista com bons olhos, mas depois eles entendera. Hoje, vemos equipes querendo investir, buscando a estruturação e isso vai ser muito bom para a competitividade do campeonato em 2021. Eu já acompanhava o futebol brasileiro jogando na Dinamarca. O trabalho que o Corinthians vem desenvolvendo, que é a longo prazo, demonstra a competência ano após ano, por isso eu optei por voltar. Posso olhar para trás e falar que foi uma excelente decisão. Eu já conquistei três títulos, fico grata por ter sido bem recebida e por vestir essa camisa.”

A camisa 6 da seleção canarinho é a primeira atleta de futebol feminino no Brasil a fechar uma parceria para gestão de imagem. A Octagon ficará responsável por esse trabalho. Tamires ainda faz parte da R9 Gestão para administração patrimonial e financeira e da
Rios Comunicação para assessoria de imprensa e relações públicas.

FINAL DO PAULISTA

Corinthians e Ferroviária são velhos conhecidos em decisões. No ano passado, a Ferrinha levou a melhor no Brasileiro, mas o alvinegro se deu bem na Libertadores. Agora, o Timão tem a vantagem para o jogo que será na Arena Fonte Luminosa, neste domingo.

Tamires acredita que o time tem muita qualidade e totais condições de ficar com mais um caneco. “O Corinthians tem o elenco muito competitivo, cada treino que a gente faz é de alto nível. A competição já começa internamente e acho que conseguimos com bons treinos, com boas explicações e com a clareza do que o Arthur pede, desempenhar no jogo com intensidade. Isso tem sido um diferencial do Corinthians, gostamos de jogar com a bola, propor o jogo independentemente do adversário”, diz.

“Este ano maravilhoso que o Corinthians teve novamente é muito pelos critérios que o Arthur montou a equipe, olhando as características, trazendo atletas que se encaixariam bem. Espero que domingo a gente seja mais uma vez feliz, que façamos um bom trabalho e possamos merecer o Paulista”, conclui.

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